Mostrando postagens com marcador etiqueta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador etiqueta. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Texto: O exemplo vem da gente

por Elaine Reis (professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa)

Já disse em outro texto que tenho o costume de preparar os dançarinos para dançar em eventos quando a academia é solicitada a fazer este serviço. Venho lutando há vários anos com contratantes que possuem uma visão equivocada sobre a remuneração deste trabalho. Julgam a falta de necessidade de pagar o serviço do dançarino, pois o mesmo pode se sentir como convidado e comer e beber a vontade (bebida não alcoólica). É deprimente.
Somos responsáveis por esta realidade.
Mesmo com toda explicação e aconselhamento, alguns dançarinos chegam à festa parecendo leões selvagens e famintos. Sem um mínimo de educação, saem invadindo a mesa de alimentação com tal fúria que a imagem que passam é de que realmente estão passando fome em casa. Nesta condição, é até coerente que o contratante ache que a forma de pagamento seja um prato de comida, não é mesmo?
Aqui cito outro exemplo. Como alguns sabem, acabo de receber um prêmio no Rio de Janeiro e, apesar de toda alegria do evento, uma coisa ficou muito clara. Professores, alunos, promotores de eventos de dança ainda não estão educados para presidir uma cerimônia solene. Ouvir na hora de ouvir, dançar na hora de dançar e falar na hora de falar parecem atitudes óbvias, mas não são.
Como 95% do nosso trabalho é entretenimento, o público acha que tudo é algazarra. Precisamos destes 5% para que possamos continuar perpetuando a arte de dançar a dois com assuntos polêmicos e de profunda necessidade de debate.
Como defender os nossos direitos sem o respeito dos principais interessados?
Nós, formadores de opiniões, temos a responsabilidade de conscientizar as pessoas que estão envolvidas em todo processo da dança de salão que a alegria e prazer estão diretamente associados à qualidade de serviços. E estes serviços precisam de disciplina, organização e respeito.
Se nós professores não dermos este exemplo, não podemos cobrar esta atitude das pessoas que fazem parte de toda cadeia de funções na dança, não é mesmo?


bhdancadesalao.blogspot.com - 4 anos de muita informação
BH Dança de Salão.com.br - muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte
Comunidade Caçadores de Bailes BH (orkut) - 5 anos de divulgação

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Comentário sobre o texto: Visão equivocada


Para ver o texto original "Visão equivocada", clique aqui!

por Iata Anderson

Prezada Elaine.

Após muito tempo distante dos comentários de bailes, após ler mais um de seus depoimentos resolvi usar uns minutinhos e me solidarizar ao seu assunto.

Já li boa parte dos seus relatos e testemunho os seus desabafos como professora, empresária e dançarina. Neste ultimo, achei pertinente alguns tópicos e esses comentarei sob minha ótica:

“Vejo você bater na tecla: “As academias deveriam se unir; Já tentaram varias formas de se associação” desejo de fazer mídia em ônibus, outdoor, TV, aproveitar propaganda gratuita de dança dos famosos, SBT etc.

Penso que o que for a favor da dança de salão melhor seria de algo que abrangesse todas as escolas. Meia dúzia de academias juntas em um evento, uma parceria, um acordo de preços ou mesmo ceder o espaço físico para um evento de outra academia menor ou mais distante não é de fato uma melhora na dança de salão, mas sim uma forma de capitalizar os envolvidos.

Quando você diz que certas pessoas ficam “quebrando tudo no salão” e isso desencoraja alunos iniciantes: “Os poucos alunos existentes no lugar ficarão sentados à noite inteira, com uma expressão de espanto e/ou vergonha e, no mínimo, imaginando que nunca conseguirão fazer um quinto que seus olhos veem.”

Aluno iniciante é o que o nome diz: Iniciante – O professor deverá suprir suas necessidades, deverá zelar por seu aluno e isso inclui esclarecer que os bailes são abertos e que a pista de dança é para todos. Se ele sabe só o básico ou nunca dançou, é uma ótima noticia para quem tem uma escola de dança. Ofereça o ensino. Nos casos mais críticos (já que o aluno está numa escola e em um baile de dança – subentende-se que o mesmo deseja dançar) indique um psicólogo.

Ninguém dança por obrigação e dançar deveria ser por obrigação ?

Eu me considero iniciante/iniciado e nem por isso sinto vontade de ficar “sentado em função de dançarinos experientes, professores e bolsistas etc.” Pelo contrario, me sinto orgulhoso por dançar ao lado de quem eu considero bom. Mas não quer dizer que professor de dança é bom dançarino, que bolsistas e assistentes são bons também. E o que é ser bom de dança? Acho uma resposta por demais particular. Para uns é girar 155 vezes a dama no zouk com uma mão nas costas e mais 88 vezes com a mão no ar a 5 metros de distancia ( fazendo aquela telecinesia incrível com a dama ); Ou talvez aqueles cavalheiros que tem orgasmos fazendo “faquinha, facão e salto” na contra mão da ronda e com a pista lotada.

Exemplos não faltam.

Eu desejei freqüentar os bailes por atitudes de poucas pessoas. Dançarinos que se respeitam, respeitam o espaço, zelam pela dama e que principalmente nos fazem ver e sentir nitidamente em arrepios que a dança contracena com a musica o tempo todo.

Hoje em dia eu não troco um Guaraná Picolino com pão dormido sem miolo no Sábado à noite, pela grande maioria dos bailes de BH.

Brincadeiras a parte, mas é uma realidade.

Eu definitivamente me cansei de tantas vezes chegar ao baile e:

- Ainda não ter iniciado após quase 1 hora do informado;
- Não ter ar condicionado, ventilador, piso adequado;
- Só ter pra beber uma única marca de refrigerante e ainda ser light (Sukita, Pepsi, Guaraná Kuat e muitas vezes no copo descartável e ainda ser vendido no preço da Coca, Fanta e Guaraná Antarctica), Pagar 4 reais em 200ml de água na garrafinha.
- Ter que dividir o espaço de dança com gente que vai apenas para paquerar, beber cerveja, ficar no meio do salão e ainda perceber que tem gente que dá bola para esse tipo que não dança e só atrapalha (mas é um possível cliente né? Não se deve chamar a atenção).
- Levar toco!! (Esse não né gente. Todos têm o direito de não querer dançar conosco rsss);
- Sentir-me dentro de uma boate e não em um baile de dança, pois parece que existe um decreto que proíbe iluminação nos bailes. Deve ser melhor para dançar sozinho, pois você: Não vê a dama, não vê onde pisa, não vê que o salto da dama ao lado acaba de arrancar a caspa na nuca do casal que estava atrás. Sendo assim o baile fica bom mesmo para dar uns amassos... Ta tudo escuro mesmo!
- Ter roda de cassino ou pior que isso: 2 rodas de cassino ! Quer pior ainda? Duas rodas de cassino sendo uma delas de integrantes da academia A e a outra de integrantes da academia B. Parece impossível de acontecer, mas eu já testemunhei. Roda de cassino pra mim é showzinho antidemocrático e como em BH os espaços são pequenos, fica até chato alguém querer dançar de casal na hora de uma roda dessas.
- Já que eu falei de Roda de cassino nada mais justo que apedrejar o famoso “AULÃO”!!

Nada mais terrível num baile onde você paga uma entrada e é obrigado a “se deliciar” com um aulão pobre, vazio e emocionantemente repetitivo. Perdemos às vezes 30min de baile com isso ou mais = Menos 10 a 12 musicas que perdemos no baile.

Penso eu: Aula = Escola = Aluno = Aprendizado = Fidelidade = Lucro merecido.

Mas tem gente que insiste nisso e vai quem quer né? Eu não mais. Dou meu exemplo.
- Musicas! Haveria baile sem elas? Nãoooo!

Nessa semana estive presente num baile e o Dj era um dos mais famosos de BH.

Sabe quem? O Dj Fantasma ! rsss

Ele está sempre presente. Seja dançando com um aluno; recepcionando os mais chegados; providenciando o troco no caixa; ou mesmo dando uma volta pra pegar um ar mais fresco na janela. O Dj Fantasma sempre é visto correndo para a mesa de som quando a musica acaba ou quando começamos a vaiar a musica que falha, que repete, com chiado ou incompleta.

Ser Dj de um baile é muita responsabilidade. Organizar um repertório para o tema do baile, organizar as musicas, conferir equipamento, chegar antes do inicio, ter musicas sem defeitos, trazer novidades, aumentar e diminuir o andamento das musicas etc.

Imaginem: Você chega ao baile e o seu professor está ocupado demais para dançar com você, pois não há um Dj contratado para tocar. O dono da academia está no som. Aniversario de 80 anos da escola e o aniversariante está ocupado no som e ainda de qualquer jeito. Mas vamos dar um desconto nesse caso, pois afinal de contas é um aniversário e todo aniversário é uma festa especial e particular.

É fato: Em BH ninguém quer pagar Dj. Vai sempre “quebra galho”: Sempre professor, bolsista ou o próprio administrador.

- Acho que eu ficaria horas escrevendo sobre esses pontos, mas desejo que esse texto não provoque sono em quem o lê. Antipatia será quase inevitável. Que eu seja ovacionado, apedrejado ou que os tímidos não se manifestem. Mas o meu desejo é que as pessoas se identifiquem e despertem uma consciência que sirva positivamente no cuidado aos próximos bailes e eventos de dança, pois eu ainda gosto de dançar e gostaria de dançar em bailes melhores.

O que é mais importante no baile, por incrível que possa parecer é o básico e o mais simples: Educação, Respeito, Consciência.

Então Elaine, o que é a favor da dança de salão de BH? Não é propaganda no ônibus, associação de academias, Cias A e B formadas por escolas D e E, Workshops com 90% professores e amigos (não importa se existem mais opções, devemos favor aos amigos em nossos eventos. Eu convido o fulano pq fui convidado para o evento dele um dia) da academia A, 0% academia B, C, D e uma atração do RJ ou SP.

Creio que nenhuma escola precisa se associar a outra para alcançar o que você deseja. Você abriu sua escola para ensinar igual? Você ensina como aprendeu há 20 anos?

A concorrência sempre existirá e muitas vezes ela virá alimentada pela sua própria escola. Afinal quem quer ser professor contratado a vida toda? Bolsista quer ser assistente que quer ser professor e que quer ter seu próprio negocio e nele sustentar seus valores pessoais.

Nossos valores pessoais são o que nos diferencia das outras pessoas.

Outro dia desses me falava um professor: “Eu não devo fazer criticas aos profissionais de dança que concorrem comigo”...

Eu respondi que era porque ele fazia parte da “política da boa vizinhança”. Ou seja, para não ficar “mal na fita”, aceito calado ou simplesmente omito minha opinião e restrinjo apenas a meus amigos ou colegas ou na minha academia os fatos que não agradaram a mim ou a outras pessoas.

Se ninguém reclama, logo está tudo bem.

Meu ultimo comentário será para esta frase: “Temos que promover bailes de dança, mas sermos sinceros e avisar que determinado evento terá a presença da galera mais experiente”.

Como definir quem é experiente? Você se referiu a uma turma especifica: “A galera que quebra tudo”?

Seriam os mais idosos? Os mais freqüentadores? Acho difícil definir, pois se assim fosse teríamos certa discriminação a um espaço coletivo em que qualquer pessoa que possa pagar o ingresso tem o direito a participar.

O que é fato para mim é que a dança de salão perdeu a nostalgia. Temos hoje mais modismos que o tradicional. Bailes temáticos de dois ritmos com as famosas cortinas de outros ritmos.

Assassinamos o bolero e o soltinho. Na moda é dançar zouk e salsa; samba e forró; Ser chique é vestir sua melhor roupa e ir ao baile de tango com queijos e vinhos.

E a mais nova: West Coast Swing!

Aqui em BH não se dança na ronda, não há deslocamento, poucas pessoas se respeitam no salão e ainda querem botar na nossa cabeça que devemos ir além e aprender WCS.

Nada contra ao WCS que acho maravilhosa a dança.

Veja se você identifica o exemplo:

A academia Y traz o Jaime Arôxa para uma apresentação. Dança a Cia da escola, Bolsistas, uma coreo de alunos e logo vêm Jaime e Bianca que maravilhosamente dão show.

Cessam as palmas e 70% do baile vai embora! “Não sobra mais nada a fazer no local?”.

Daí eu pergunto: O baile estava bom? A dança tem mantido as pessoas em diversão? Está saudável para as pessoas? Qual é o problema então?

Portanto para mim o que é a favor da dança de salão é que cada um faça sua parte. Que respeite e seja educado com o colega. Faça para si e depois aos outros. Se você é professor de dança ( você é ainda mais responsável), seja referência e ensine que a dança tem regras. Utilize o exemplo da dança esportiva. Ensine ronda; Ensine a quem quer dar showzinho que se apresente no palco; Ensine que a musica que está tocando pode ser no mínimo interpretada; Ensine que higiene e um sorriso são legais e evitam um não;

Mantenha seu espaço de baile limpo, ventilado com opções de bebidas e musicas adequadas (O básico);

Penso que algumas escolas economizam mixaria e deixam de prestar um bom serviço a comunidade da dança de salão.

E por fim, dê o exemplo e mostre claramente seus valores, pois são eles que vão manter sua academia, seus verdadeiros amigos, sua família etc. Continue buscando a realização dos seus sonhos.


bhdancadesalao.blogspot.com - 3 anos de muita informação
BH Dança de Salão.com.br - muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte
Comunidade Caçadores de Bailes BH (orkut) - 4 anos de divulgação

terça-feira, 22 de março de 2011

Texto: Visão equivocada


por Elaine Reis (professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa)

Este texto foi muito difícil de escrever. Mudei três vezes o título e pelo menos umas seis vezes a sua estrutura.
Esta minha insatisfação – sobre a qual falarei neste texto - já me acompanha há muitos anos, mas às vezes tenho momentos de profunda inquietude.
Tudo explodiu quando frequentei um baile de um ritmo específico onde havia muitos profissionais de diversas escolas, além de vários bolsistas, amantes da dança e... muitos poucos alunos. A pista ficava lotada e, usando uma expressão antiga, a galera estava “arrebentando a boca do balão”- inclusive eu.
Ah! Já ia me esquecendo: também houve apresentações de diversos casais, propaganda de futuros bailes e work shop de várias academias.
Os organizadores sempre enfatizaram que esta “união” é em prol da dança. Percebo que este discurso já ficou generalizado em muitos eventos da dança de salão.
O que significa um evento em prol da dança? Em quem podemos confiar? Existe realmente no mundo do business concorrência leal? Há dignidade e lealdade entre estas empresas afins?
Como não posso falar pelos outros, vou dar a MINHA verdade sobre estas perguntas. Primeiro gostaria de dizer que, na década de noventa, algumas academias tentaram unir e montar a associação DANSAL em BH. Foram tantas divergências, mágoas pessoais e intolerância que a idéia foi por água a baixo. Desde esta época, como empresária, optei em ficar no meu canto, não por desconfiança, mas por preguiça de ficar batendo boca em vão.
Com o passar dos anos e a entrada de jovens dançarinos e empreendedores dentro da escola - com toda energia, vigor e pureza - retornamos ao interesse de a academia ser representada nas atividades citadas acima. Assim, incentivei as idéias dos recém chegados.
Estando presente em muitos acontecimentos da dança, vira e mexe acho que há alguma coisa equivocada no ar... Assim, acabo retornando aos questionamentos acima citados.
Num evento que se propõe ser em prol da dança os organizadores e profissionais têm que estabelecer qual é o público que quer atingir. Muitos podem estar pensando que o público é o mesmo, mas não é.
Exemplificando, sinto uma vontade doida de ir a bailes onde posso ser dançarina apenas (e não professora), onde eu posso satisfazer o meu ego, ter o meu prazer de dançar e pronto. Isto não é pecado e nós merecemos cada segundo deste deleite.
Em compensação, nos bailes em que o objetivo principal é ajudar o (a) aluno (a) do dia a dia a ter confiança e a ser um (a) dançarino (a), a postura tem que ser outra. Neste momento, a professora tem que amparar, a empresária tem que ter visão de que um aluno satisfeito é a alma do negócio e a dançarina tem que domar o seu ego.
O que quero dizer é que existe diferença de baile para baile.
Digam-me: como os bailes de “quebra tudo”, “oferece tudo”, “show de tudo” pode ser em prol da dança... se:
-Os poucos alunos existentes no lugar ficarão sentados à noite inteira, com uma expressão de espanto e/ou vergonha e, no mínimo, imaginando que nunca conseguirão fazer um quinto que seus olhos veem.
-Os profissionais, bolsistas, amantes da dança e bajuladores de plantão estão tão cegos que trombam em outros pares e não têm a humildade de pedir desculpas.
-Academias não param de fazer comercial de cursos, aulas, eventos, mas todos estão fazendo à mesma coisa e almejando o mesmo cliente. Este, por sinal, quase inexistente naquele ambiente.
-Profissionais brilhantes da nossa terra de Minas com grande bagagem de conhecimento sendo substituídos por professores de outras regiões.
-Os próprios artistas no final de cada show reclamam do nível de estresse porque na verdade é uma disputa feroz e uma competição maldosa.
Desculpem pela minha sinceridade, mas infelizmente não consigo acreditar que isto seja em favor da dança! Mais uma vez, esta é a minha verdade.
A união não pode ser falsa e com princípios equivocados, pois a falsidade não é a favor da dança. Aliás, a falsidade não é a favor de nada.
Sei da dificuldade de juntar forças. Acredito na frase “Aos inimigos se alie”, mas temos que pensar, pois bem sabemos que a concorrência é gigantesca, e todo dia sem exceção temos que plantar uma sementinha para tentar colher frutos no futuro. O problema é que estamos plantando a semente podre com as atitudes acima citadas. E semente podre não germina.
Não precisamos ter bola de cristal para saber que hoje a oferta é muito maior que a procura.
Já disse para alguns organizadores e empresários e me sinto repetitiva, mas vou falar de novo: temos que unir sim, mas com outro intuito. Uma de nossas diretrizes deve ser fazer uma super campanha publicitária informando a população sobre os benefícios da dança de salão! Só assim conseguiremos mais adeptos para a nossa arte e teremos recursos para alcançar projetos que verdadeiramente fazem a diferença para a preservação da nossa cultura popular.
Temos que promover bailes de dança, mas sermos sinceros e avisar que determinado evento terá a presença da galera mais experiente.
Esta guerra velada entre academias e profissionais, este ego aguçado do artista, a falta de preparo dos organizadores, são fatores que merecem uma boa reflexão e uma grande mudança de visão.
O Pé de valsa este ano completa 20 anos e almejo os 40.
E VOCÊ?


bhdancadesalao.blogspot.com - 3 anos de muita informação
BH Dança de Salão.com.br - muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte
Comunidade Caçadores de Bailes BH (orkut) - 4 anos de divulgação

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Texto: Ossos da profissão



por Elaine Reis (professora de dança de salão e proprietária da academia Pé de Valsa)

Sempre falamos do prazer em dar aula e nos benefícios que este trabalho proporciona.
Muitas pessoas ao saber do nosso ofício enchem a boca para falar que delícia trabalhar dançando, mas neste texto destacarei as dificuldades que enfrentamos como profissionais e infelizmente nem tudo é mar de rosas. Exemplificando o meu prefácio narrarei uma história:
Cavalheiro chega à academia para fazer a sua aula coletiva de dança de salão com a camisa do uniforme da empresa em que trabalha. Camisa amarrotada, causada pelo suor secado ao corpo de um dia intenso de tarefas. Sorriso largo, gentil, educado cumprimentando todas as pessoas, mas com um grave problema que parece imperceptível ao seu nariz: “FEDORENTO”.
Galera é muito difícil abordar uma pessoa sobre este assunto. A tática melhor é falar para todos na hora da aula sobre toques de higiene para que, com muita sorte, o principal ouvinte possa entender o recado.
Mau hálito alcoólico, por problemas estomacais ou por falta de uma boa escovação bucal, traz um certo desconforto a todos.
Pessoas que transpiram muito nas mãos também têm que se prevenir usando uma luva.
Aos alunos que vêm depois do expediente de serviço precisam chegar à escola e fazer um breve asseio.
Já perdi alguns clientes e tenho certeza que não fui à única por intolerância à falta de higiene de alguns colegas de sala. Vamos e convenhamos: é duro de agüentar. Usando as palavras de meu filho, ninguém merece.

bhdancadesalao.blogspot.com - 3 anos de muita informação
BH Dança de Salão.com.br - muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte
Comunidade Caçadores de Bailes BH (orkut) - 4 anos de divulgação

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Memórias de um baile: Baile da Cênica


por Helga Barcelos

Sábado dia 14/8 aconteceu o Baile da Cênica,no Barroca Tênis Clube, no Gutierrez.

Estava ótimo!!!

A seleção musical com diversos ritmos deixou a pista animada à noite toda.

Ambiente muito agradável e diferenciado.

Valeu à noite!!!  

bhdancadesalao.blogspot.com - 3 anos de muita informação
BH Dança de Salão.com.br - muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte
Comunidade Caçadores de Bailes BH (orkut) - 4 anos de divulgação

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Memórias de um baile: Pé de Valsa em homenagens às mães

Olá!

Sexta estive na Academia Pé de Valsa, no baile em homenagens às mães. A academia é fácil de se encontrar, mas tive alguma dificuldade em estacionar.

O piso é o classico "tabuleiro de xadrez", mas não me ative ao material. A ventilação estava deficiente em alguns momentos. Utilização de show de luzes em alguns ritmos, como o soltinho: muito bom.

Tiveram apresentações diversas, todas contextualizadas nas mães, ou seja, apresentação de uma futura mãe-grávida, uma mãe já madura, uma mãe recente, etc. Todas receberam um vaso de flor. Toda belas apresentações, exceto a de frevo, que teve pouca energia.

A seleção musical boa, com destaque para bachata.

Destaque ainda para a aluna da academia, solicitando às professoras que gostaria de dançar em ronda e não conseguia. Isso aconteceu várias vezes, inclusive no bolero. Alguns ainda não protegiam as damas.

No mais, um belo baile, com muita diversão.

[]s
Wilson Milagres

Blog bhdancadesalao.blogspot.com - + de 100.000 visitas
BH Dança de Salão.com.br - muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte
Comunidade Caçadores de Bailes BH (orkut) - 4 anos de divulgação

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Texto: Espertinhos e espertinhas


por Elaine Reis (professora e proprietária da Acadmia Pé de Valsa)

Como controlar esta “raça”?
Fico analisando alguns casos de grande freqüência para conseguir achar uma solução dentro da academia. Mas nem sempre consigo.
Vamos aos fatos. Aula experimental para iniciante em aula coletiva é uma prática muito comum, mas tem cliente abusando. Fiquei sabendo de um grupo de pessoas que resolveram fazer aula experimental e ficaram quase dois meses freqüentando várias academias de BH sem nenhum tipo de investimento financeiro.
Como diz minha avó Idelzita: o mundo está mesmo mudado!
Para minha perplexidade, me deparei com este bando. Em um determinado dia, fui informada que um casal de alunos não poderia fazer aula no horário de costume. Daí, aproveitando à hora de folga, fui à outra escola para entregar um cartaz de divulgação de um baile.
Chegando lá, encontrei com o mesmo grupo que tinha ido ao Pé de Valsa há uma semana. Estavam conversando com a atendente; portanto, não me viram ou não me reconheceram. E fiquei branca ao perceber que o discurso era exatamente o mesmo!
É obvio que, quando chega um grupo de pessoas, ficamos animados com a possibilidade de captar futuros alunos e ficamos cegos para pequenas artimanhas.
Decidimos que, dentro da escola, a aula experimental de aula coletiva funcionará da seguinte forma: o cliente faz a aula. Se gostou e vai continuar na turma, esta aula é cobrada na mensalidade.
Esta atitude não elimina o risco do provável “sete um”, mas fazer o quê?
Outra malandragem que quero citar vem por parte dos próprios profissionais, ou melhor, dos que se dizem “profissionais”.
Só Deus sabe a dificuldade de captar e manter um aluno! O que fazemos com pessoas que tiram estes alunos de dentro da empresa e oferecem sorrateiramente para fazer aulas em outro estabelecimento para que possam ganhar mais? Normalmente, vão às casas dos alunos e o dinheiro fica todo pra ele, pois acham que não têm que dividir a porcentagem com a academia.
Além da questão de sobrevivência da empresa, já que nossas obrigações são gigantes, aqui está uma questão mais séria. Esta atitude atrapalha toda uma postura social que a dança se propõe.
Estes clientes não se socializam, não desfrutam dos bailes, não saem do cotidiano de sua casa, enfim, todo o ciclo se quebra. É como se nós tirássemos da cadeia alimentar a parte primária de todo o processo.
Depois reclamamos que os bailes estão vazios...
Galera, tudo está ligado, temos que ser coerentes!
Posso dizer que já ajudei vários "profissionais" a pagar a sua faculdade e suas contas mensais, pois o recurso financeiro para isto foi proporcionado dentro da empresa.
É... tudo tem seu lado bom. Será que estas pessoas têm consciência?

BH Dança de Salão.com.br - muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte

terça-feira, 27 de abril de 2010

Comentáio sobre o texto: Comentário sobre bailes

por Wilson Milagres
 Olá! Também vou fazer uso desse espaço...

Eu, há muito tempo, institui a "Memórias de um baile", onde o objetivo é de informar o que aconteceu no baile e quais são as características do espaço onde o baile foi realizado. Isso, porque, muitas vezes, antigamente, queria ir a um baile e não sabia nada do que ia encontrar. Então, surgiu a demanda e a traduzi nas memórias.
Sempre disponibilizei o espaço para todos, mas parece que ninguém quer expor suas memórias.
Bem, em memórias de um baile, um de meus objetivos é tentar sensibilizar a escola ou promotor do baile para a importância de se dançar em ronda (linha de dança, ou outro nome que se quiser dar).
O baile em ronda acontece organizado e satisfatório para todos. Isso é questão de educação! Existe um baile em BH - Milonga do Milo (peço licença para citá-lo) - que tem essa característica e o baile é super organizado. Até forró, eu presenciei, as pessoas dançando em ronda.
Contra isso, não existem argumentos que me façam pensar em outra coisa senão, que a ronda é uma questão de educação. Educação que os iniciantes de dança de salão deveriam ser constantemente arguidos nas salas de aulas, mas não o são. Os professores deixam esse aspecto relaxado.
Chamam a atenção de vez em quando, mas não exigem. O resultado pode ser visto em todos os bailes de BH, exceto a Milonga do Milo: em muitos baile nem se consegue deslocar, e para piorar as pessoas param para conversar na pista de dança. Em outros bailes se desloca enquanto o baile está vazio, e em outros o deslocamento é possível, mas contido.
Mas o pior está por vir: existem bailes que a ordem é "serrotar" - serrotar ou serrote é o termo que uso para os que dançam atravessando simplesmente o salão, sem nenhuma preocupação com os outros que estão dançando. As consequências podem ser "sentidas": trobadas, pisões nos pés e desconformto geral.
Por isso, continuo a batalhar pela ronda!

Outro aspecto é a seleção musical: depois que li o texto do Iata Anderson e os diversos comentários sobre esse mesmo texto, fiquei pensando o que seria a seleção musical ideal.
Seria aquela de gosto e sentimento do DJ ou dos frequentadores. Mas, como conhecer os frequentadores e elaborar uma seleção musical adequada. Em raras excessões, ouvi uma seleção musical extraordinária.
Existem bons DJ em BH, mas são raros os que colocam seleções musicais extraordinárias, repito.

Bem, interações no baile eu já sou de acordo. Nos dois únicos bailes que ajudei a realizar, nossa preocupação principal era de gerar sociabilização entre os convidados.
É conhecido que em muitos bailes, as "panelinhas" se formam e para os que não transitam em todas elas, a inibição é presente e ficar sem dançar pode acontecer.
Nós sempre tivemos a preocupação de haver uma interação para que todos pudessem partricipar (se quisezem, é claro - ninguém era obrigado) e promover o "conhecimento" entre todos.
Não sei se por esse aspecto ou pelo conjunto da obra, sempre somos questionados do porque paramos de fazer os bailes, pois eram, segundo os questionantes, um bom baile.
Pode ser roda de cassino, pois dentro de certas circunstâncias, é muito gratificante, para os que participam e para o s que assistem.

Bem, bailes são pra ser frequentados, seja pelos alunos da academia, seja pelos convidados ou autoconvidados. Caso o baile seja somente para alunos da academia, creio que a melhor politica seja não divulga-lo para externos, como faz uma escola de dança que conheço: ela divulga o baile somente entre seus alunos. E então concordo com o postulante do texto a comentar: se pagamos para entrar no baile, podemos pedir melhorias.
E estamos sujeitos a espetáculos particulares e a pavões e peruas. O que não pode são os pavões abrirem caminho na dança usando a parceira, como muito se vê em bailes de BH. Mas se "apresentarem", porque não!?
Não se deve esquecer que, um dos grandes meritos da dança de salão, dentro muitos outros, é a sociabilização; é a confraternização, é o conhecer outras pessoas. Caso não seja esse o intuito, faça o baile somente para os seus. Não o divulgue.

[]s
Wilson Milagres


BH Dança de Salão.com.br muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte

Réplica: Comentário sobre bailes

por Iata Anderson

Um salve para todos os que comentaram minha opinião, que deixaram o status negativo ou positivo... Quem sabe mais pessoas saiam de "sua zona de conforto" e façam parte, comecem a pensar sobre o assunto e expor o que é bom ou ruim, frio ou quente, mas que façam alguma coisa.

Não é intenção lavar roupa suja no site do Wilson uma vez que todos têm o mesmo direito de se expressar. Concordem ou discordem à vontade... Tornei publico meu comentário, é normal, não faria nenhum sentido publicar sem o retorno das pessoas.

Ao colega Cassiano - Não me lembro de ter postado que eu não sei dançar roda de cassino ou dito o que sei ou não sei dançar. Minha opinião é que roda de cassino prioriza apenas algumas pessoas além de ocupar boa parte do salão. Prefiro a dança de casais.

A idéia principal do meu comentário é sobre a mudança da dança de salão no que diz respeito a democracia do baile, ao cuidado com as pessoas que freqüentam os mesmos como ; educação, gentileza, respeito ao local de dança, ronda, serviços do baile como bar, DJ entre outras coisas que toda pessoa que promove esses eventos deveria se preocupar.

Os bailes acontecem porque existem pessoas e cada uma tem uma personalidade, têm raízes de dança de diferentes, educação, princípios, valores que levam a comportamentos diferentes, extravagantes ou mais contidos. Portanto se cada "pavão" respeitasse o limite do colega no salão resolveria boa parte dos problemas.

A aqueles que ainda são inibidos, que tem pouca segurança na hora de dançar, que não dominam os passos que aprenderam é normal ficar intimidado ou até mesmo admirado e quem sabe mais motivado a fazer mais aulas e alcançar um domínio mais interessante.

Em pista cheia não é legal movimentos acrobáticos e espaçosos. Acho mais conveniente chegar mais cedo ou esperar que a pista fique mais vazia.
  
Com relação aos DJs penso o seguinte: Existe formação para DJ de dança de salão?
Pelo que vejo nos bailes quem cuida do som é o próprio professor ou um desses: Bolsistas, monitores e em alguns casos amigos, colegas ou simpatizantes que se oferecem para fazer o serviço. Tocar as mesmas musicas que rolam na sala de aula não surpreende ninguém.

Conheço pessoas que se dedicaram a buscar bom material, pagam internet banda larga, ficam horas selecionando musicas, testando a qualidade, buscando novas versões, otimizando equipamentos, adquirindo caros aparelhos, placas de som, players etc. E mal ganhavam uma cortesia para um acompanhante nos bailes que tocavam. Ou seja, nenhuma valorização.

O organizador do evento não percebe que o Dj também leva a conhecimento das pessoas o seu baile. Um bom DJ “garante” musicas de qualidade e isso reflete em todo o processo do baile.

Ser Dj de um baile é uma grande responsabilidade. Imaginem vocês curtindo uma boa musica, um momento único e de repente a musica para! Arranha, pula... Qual lembrança do baile vai levar pra casa?

Sem contar os aventureiros que tocam de qualquer maneira, sem sensibilidade, que não preparam o baile, usam as musicas que estão disponíveis ali mesmo... " qualquer musica ta bom ? "

100 pessoas na casa e 3 casais dançando um determinado ritmo e a seqüência é de 3 musicas... Seria no mínimo falta de cuidado tocar a próxima musica do mesmo ritmo. ( Isso acontece muito por ai ).

Ao colega Douglas - Como definir o "estilo" que você colocou?
Existem academias que tem uma tendência a algum ritmo especifico; Isso varia de acordo com a formação do professor, do ponto de vista da época ( Tipo carnaval toca mais samba ), Publico alvo ( jovens curtem muito forró, zouk ), casais, pessoas de meia idade ou melhor idade se inclinam para o bolero, tango Etc..
A questão que eu coloquei foi sobre a falta de sensibilidade de quem comanda o som no baile.
Se você vai a um baile de forró e zouk, não há o que se queixar se você gosta de bolero. Mas se você vai a um baile de dança de salão e o bolero ou o soltinho não toca, ou se toca uma sessão de 6 zouks ou 4 salsas ( que normalmente tem mais de 4 minutos ) seria inapropriado sentir falta e reclamar ?
Para completar - Não tenho nada contra pedidos de casamento desde que feitos em locais privados ( numa mesa do baile por exemplo ). Assim ficaria bem mais elegante e o noivo não correria o risco de receber um "Não" em publico e não privaria as pessoas do baile que não é particular. Porém respeito o seu direito de achar "legal" o pedido de casamento.

Ao "colega" Flavio do RJ - Agradeço o comentário do "meu" ponto de vista, porém tenho minhas duvidas se você realmente "leu e entendeu" a minha opinião.
Em nenhum momento disse que alguém me obriga a ir a algum local e me admiro com sua afirmação de ter tanta certeza da maioria ou minoria das opiniões e convicções de tantas pessoas das quais você desconhece.

A "professora e proprietária da escola ( sem nome ) do Barreiro - Luciana –
O espaço cedido no blog é para que as pessoas não se calem... Também por isso resolvi não consentir.
Faço votos que você tenha muitos alunos. Se você não tem a intenção de agradar outras pessoas que não os “seus” alunos, fico imaginando que “seus” alunos são pessoas iluminadas, privilegiadas mesmo. Parabéns!
Tem um ponto que eu concordo plenamente com você Luciana " Quem freqüenta a "casa dos outros" realmente "não deve" ditar normas... Mas podemos elogiar ou mesmo criticar os locais de dança de salão afim de que melhorem os "serviços". Se na sua academia você faz baile de graça, ai sim, com certeza todos que lêem o blog vão te dar “alguma” razão inclusive eu que te escrevo. Aceitar criticas faz parte do crescimento profissional. Uma amiga me disse certa vez “ Criticar é diferente de ofender”. Não é meu propósito ofender a nenhuma pessoa e se você ficou ofendida, perdoe minha opinião. Se o seu baile é para apenas “seus” alunos não faz sentido preocupar-se com criticas.

Bom pessoal, mais uma vez agradeço aos comentários. De vez em quando vou postar aqui situações vividas nos bailes de BH, SP e RJ etc.. e também congressos. Concordem ou discordem, critiquem ou elogiem, vamos usar o espaço para que tenhamos cada vez mais um melhor serviço, melhores bailes.

BH Dança de Salão.com.br muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte

segunda-feira, 29 de março de 2010

Memórias de um baile: Cênica (maratona da dança)

Olá!

No sábado (20/março) estive no Baile da Cênica. Quem acompanha as postagens de "Memórias de um baile" já sabe que o baile acontece no Barroca Tênis Clube. O local é fácil de se encontrar e de se estacionar. O piso do salão é de taco (madeira) e é excelente para dançar. A ventilação é um pouco prejudicada, pois não tem ventiladores e é dependente das amplas janelas do salão.

O baile transcorreu muito bem a certo momento, quando no restaurante ao lado do salão, executaram músicas em alto tom. Durante alguns momentos, houve uma "guerra de som", onde um lado aumentava o som mais que o outro.

A seleção musical foi muito boa, o que proporcionou muita diversão. O destaque ficou por conta da roda de cassino improvisada pelos anfitriões, que diviertiu ainda mais o ambeinte. Muito bom!

No mais, um baile tranquilo e desta vez, muito divertido.

[]s
Wilson Milagres

BH Dança de Salão.com.br muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte

quinta-feira, 25 de março de 2010

Texto: Ética... Ética? Ética!

por Elaine Reis

Ética: palavra tão pequena e tão complexa.
Meu filho de 15 anos, num destes dias, me disse que venderia um convite que tinha recebido de uma festa de quinze anos por cinqüenta reais.
Quase tive um colapso nervoso!
Meu nervosismo ficou maior ao saber que isto é normal entre os colegas. E pior: eles fazem isso na maior cara limpa.
Respondi que só por cima do meu cadáver. Expliquei que quem tinha lhe dado o convite preparou a festa com o maior esmero e que ele era uma pessoa especial para a debutante. Ela e nem a família querem um penetra, que muito bem poderia ainda acabar com a festa por mau comportamento e, mesmo que fosse uma pessoa do bem, não tinha elo de relacionamento nenhum com os organizadores.
Será que os outros pais estão ficando cegos? O exemplo tem começar dentro de casa, senão tudo vira uma corrupção e a lei do mais esperto fica sendo ‘o correto’.
E na dança de salão, estas cinco letras que formam esta palavra tão pequena e tão complexa se encontram ou desencontram?
É fácil e lembrar de alguns casos que julgamos terem sido falta de ética, pois o beliscão só dói na própria pele, não é mesmo!?
Sem hipocrisia, me lembro de ter cometido algumas injustiças: já deixei um professor sem poder falar usando da minha autoridade... Arrependo-me amargamente, mas somos humanos, e o principal é admitir o erro. Outra errata foi divulgar uma apresentação que na realidade não chegou a acontecer - propraganda enganosa, mas tenho consciência e farei de tudo para que não aconteça novamente.
Será que algumas atitudes são identificadas como falta de ética? Será que as pessoas realmente estão preocupadas com isso?
Vou citar algumas:
- Pessoa criada dentro de sua casa (escola)monta uma empresa e oferece 30% a menos para um grande cliente que você demorou anos para captar, desvalorizando toda uma classe de profissionais que está nesta estrada há séculos. Isto é apenas livre concorrência ou é falta de ética? Por que não buscou um novo comprador de seus serviços? Infelizmente, muitas pessoas, ao empreender, não pensam em fazer o seu público, mas querem o do outro, que já vem prontinho e fácil de “pegar”.

- Incentivamos os alunos a dançarem em bailes para que seu desenvolvimento seja rápido. Assim, é lógico que vão procurar bailes em vários pontos das cidades. Quando chegam na nossa empresa, falam que a determinada escola chamou para fazer aula em sua sede. Isto é normal? Será que a realidade financeira de nosso aluno é tão boa que ele pode fazer aula em vários lugares? Nenhum dos meus colaboradores está autorizado a abordar um visitante de baile sobre aulas de dança, a não ser que esta curiosidade venha do próprio cliente.
- Temos alguns planos de pagamento como estratégia de planejamento para suportar a ausência de alunos em meses como, dezembro, janeiro, fevereiro e também em julho. Problema este que toda empresa passa e que nos tira a condição de viver dignamente.  Já presenciei concorrentes difamando para os seus alunos estes projetos de prevenção e se vangloriando de que na sua academia o aluno não precisa se preocupar com os meses que estarão ausentes. Como pode uma mesma classe se prejudicar tanto? Precisamos da fidelização, pois todas as nossas obrigações financeiras continuam as mesmas! Em janeiro, por exemplo, até aumenta.
É engraçado perceber que às vezes somos copiados em tantas coisas e nas principais, que são a valorização e sobrevivência da nossa classe, as pessoas fazem justamente o contrário.
- Você é uma empresa ou associação, com fins lucrativos ou não? Projetos culturais que almejam o patrocínio das leis de incentivos são para associações sem fins lucrativos. Será que é por isso que as pessoas dizem que são uma coisa e na realidade é outra? Ou apenas estão fugindo dos vínculos empregatícios...
Isto tudo é ético???
Enfim, poderia citar mais alguns exemplos, mas cansei. Este assunto é muito chato, penoso, mas real.
Existem ótimos profissionais com um trabalho belíssimo na cidade, mas que estão fora da lei e assim prejudica a concorrência leal, se é que isto existe!
A lealdade e a ética fazem com que a nossa classe seja mais reconhecida em várias instâncias: nos órgãos públicos, na mídia, nas empresas privadas e, principalmente, mais respeitada por nossos clientes. Entretanto, infelizmente muitos novatos e alguns veteranos não estão preocupados com isso. Que pena!
Ahhhhhhh já ia me esquecendo. Com certeza em todo caos há quem sai lucrando: os compradores de nossos serviços devem estar muitos felizes, pois a cada dia conseguem os serviços mais baratos.
A diferença é que não estamos falando de computador, televisão de plasma, máquina digital ou celular. Aqui, a questão é o serviço que envolve toda uma classe de seres humanos – profissionais da dança de salão – que, por obrigação e consciência, deve pensar em sua sobrevivência e aposentadoria.

Elaine Reis é professora de dança de salão e proprietária da  Academia Pé de Valsa

BH Dança de Salão.com.br muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte

segunda-feira, 1 de março de 2010

Texto: “Homens que dançam!”


 por Fábio Gomes Paulino

“Um homem que dança sai na frente no jogo da sedução. Um homem que dança potencializa enormemente seu charme e faz qualquer mulher suspirar.”
Com cerca de 8.200 membros, uma determinada comunidade na rede de relacionamentos, Orkut, se apresenta com a frase acima e congrega a todos os marmanjos para que aprendam a dançar, pois, teoricamente há um batalhão de mulheres por aí doidas para dançar com você, e de fato, numa rápida olhada, a maioria dos membros desta comunidade são mulheres.
Homens que dançam podem se orgulhar do H maiúsculo com que se definem os verdadeiros homens na história, dançar é coisa para quem se sente capaz de ter em seus braços uma dama e cuidar dela como realmente um cavalheiro deve fazer. Na era em que vemos muitos homens aderirem ao metrosexualismo e beirarem, muitas vezes, a uma figura andrógina, talvez a dança seja um dos componentes que podem integrar outro conceito: o Ubersexualismo, onde agora não somente os homens se preocupam com a forma, com a vaidade, mas com o conteúdo, como o que tem a oferecer. Homens fortes e seguros que se preocuparem com a vaidade e saúde sem se esquecer da sua inteligência.
Homens que dançam conquistaram o respeito e estão representados por figuras fortes e de posição importante, como o astro Patrick Swayze que imortalizou sua dança cheia de emoção e sentimento no filme “Dirty Dancing” e também os toureiros, que num bailado com a capa enfrentam a fúria e o risco do touro, sem se esquecer de uma vestimenta cheia de cores e brilho o que em nenhum momento minimiza a coragem e a força, mas atua em conjunto com o equilíbrio e beleza.
Mulheres têm a capacidade de verem além... Para a maioria delas não necessariamente o homem precisa ser bonito.  Atributos como senso de humor, educação e pitadas de sensualidade expressadas por qualidades peculiares de cada um fazem com que muita produção e outros acessórios caiam por terra. Uma destas peculiaridades que a todas chamam a atenção é saber dançar: mulheres esperam de um homem que saiba dançar a real postura de cavalheiro, a preocupação pelo seu par, o cortejo no convite ao baile e o respeito na cumplicidade e na condução da dança.
Mulheres gostam de respeito na dança. Dança é dança. Flerte, chamego, cantada, tudo isso é válido e tem lugar: fora do salão. Dançar é uma arte e nela temos a oportunidade de apreciá-la através do experimento dela mesma.

Fábio Gomes Paulino é aluno de dança de salão e formado em Comércio exterior e pós-graduado em Liderança e gestão de pessoas

BH Dança de Salão.com.br muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Memórias de um baile: Baile de aniversário do Lucas e Silvia e João

Olá!

Sábado - dia 30 de janeiro - estive no baile de aniversário do Lucas e Silvia e do João - convite partindo do João - na Oito Tempos.

Fácil de chegar e de estacionar.

Baile começou vazio, mas ao longo da noite teve uma boa lotação.

Como era aniversário do João, esse disponibilizou uma estrutura de recepção aos convidados muito próspera.

Seleção musical muito boa, ao comando do DJ Lucas, com direito a bachata.

Destaque para chamada do DJ quanto à ronda - já destaquei isso em outras vezes e continuo defendendo a participação do DJ para organização do baile. É difícil às vezes dança por conta das pessoas não respeitarem a ronda.

Muita gente bonita!

O que atrapalhou foi o calor no local, apesar da ventilação.

Um bom baile!

[]s
Wilson Milagres

BH Dança de Salão.com.br muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte

Memórias de um baile: Baile do Tic-tic-tum

Olá!

Sexta - dia 29 de janeiro - estive no baile do Tic-tic-tum da Pé de Valsa.

Fácil de chegar ao local e fácil de estacionar.

Baile tranqüilo, com uma seleção musical para iniciantes - bolero, forró e samba, com algumas pitadas de zouk e salsa.

Muita gente compareceu, ficando o baile com uma boa lotação.

Alguns problemas com a ronda, já que se tratava de iniciantes.

Bom baile!

[]s
Wilson Milagres

BH Dança de Salão.com.br muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Texto: A escolha do seu par


* por Stephen Kanitz, administrador por Harvard

Há trinta anos, os adolescentes encontravam o sexo oposto em bailes de salão organizados por clubes, igrejas ou pais responsáveis preocupados com o sucesso reprodutivo de seus rebentos.

Na dança de salão o homem tem uma série de obrigações, como cuidar da mulher, planejar o rumo, variar os passos, segurar com firmeza e orientar delicadamente o corpo de uma mulher. Homens levam três vezes mais tempo para aprender a dançar do que as mulheres. Não que eles sejam menos inteligentes, mas porque têm muito mais função a executar. Essa sobrecarga em cima do homem permite a mulher avaliar rapidamente a inteligência do seu par, a sua capacidade de planejamento, a sua reação como situações de stress. A mulher só precisa acompanhá-lo. Ela pode dedicar seu tempo exclusivamente à tarefa de avaliação do homem.

Uma mulher precisa de muito mais informações do que o homem para se apaixonar, e a dança permite a ela avaliar o homem na delicadeza do trato, na firmeza da condução, no carinho do toque, no companheirismo e no significado que ele dava ao seu par. Ela podia analisar como o homem lidava com o fracasso, quando inadvertidamente dava uma pisada no seu pé. Podia ver como ele se desculpava, se é que se desculpava, ou se era do tipo que culpavam os outros.

Essa convenção social de antigamente permitia ao sexo feminino avaliar numa única noite vinte rapazes entre os 500 presentes num grande baile. As mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam. Em poucos minutos conseguiam ter uma primeira noção de inteligência, criatividade, coordenação, tato, carinho, cooperação, paciência, perseverança e liderança de um futuro par.

Infelizmente, perdemos esse costume porque se começou a considerar a dança de salão uma submissão da mulher ao poder do homem, porque era o homem quem convidava e conduzia a mulher.

Criaram o disco dancing, em que homem e mulher dançam separados. O homem não mais conduz nem sequer toca no corpo da mulher. O som é tão elevado que nem dá para conversar, os usuais 130 decibéis nem permitem algum tipo de interação entre os sexos.

Por isso, os jovens criaram o costume de “ficar”, o que permite a uma garota conhecer, pelo menos, um homem por note sem compromisso, em vez de conhecer vinte rapazes numa noite, também sem compromissos maiores.

Pior: hoje o primeiro contato de fato de um rapaz com o corpo de uma mulher é no ato sexual, e no início é um desastre. Acabam fazendo sexo mecanicamente em vez de romanticamente como extensão natural de um tango ou bolero. Grandes dançarinos são grandes amantes, e não é por coincidência que mulheres adoram homens que realmente sabem dançar e se apaixonam facilmente por eles.
* Stephen Kanitz, administrador por Harvard.
Publicado em: revista Veja, edição1877, ano 37, nº 43, 27 de outubro de 2004, pág. 22.

Texto enviado por Elaine Reis

BH Dança de Salão.com.br muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Texto: Ser ou não ser


por Elaine Reis - Academia Pé de Valsa/BH/MG

Recebi um telefonema que mais uma vez me fez perceber que, em pleno século XXI, ainda há preconceito das pessoas em relação a nossa classe ou o equívoco em relação à mesma.
A senhora pedia um orçamento de alguns dançarinos para uma festa de aniversario de uma dama que completaria 80 anos e sempre foi apaixonada pela dança de salão.
Trata-se de um serviço árduo e difícil, como já citei em outro texto, mas faz parte do contexto da dança a dois.
A indicação foi feita por uma aluna muito querida, assim passei o valor do investimento com desconto. È lógico que a contratante pechinchou, por sinal está no seu direito.
Não satisfeita com a minha posição de não abaixar o preço do serviço a prestar, começou a dizer que já dançou anos atrás com um professor fulano de tal da antiga gafieira.
Comecei a achar esquisito, porque ela de cara já não tinha entrando em contato com esta pessoa que foi o seu mestre. Por sinal o instrutor citado já tinha sido meu professor no Estrela, pessoa humilde de sorriso largo, fera no estilo de dançar a gafieira antiga, negro de estatura mediana, um doce de ser humano.
Fiquei imaginando que ela teria perdido o telefone ou realmente ela gostaria da dança mais atualizada.
A pergunta seguinte foi terrível: os dançarinos são bonitos e de boa aparência?
O que isto significa? A beleza externa é tão relativa.
Expliquei para ela, já um pouco nervosa, que o importante era se os dançarinos teriam competência na arte de dançar a dois, não é mesmo?
A outra pergunta dela foi pertinente, qual era o traje que eles usariam?
Respondi que poderia ser terno, uniforme da empresa ou jeans que isto dependia da proposta da festa. Recomendei o uniforme, pois este diferencia os dançarinos dos convidados, o que facilita o trabalho dos mesmos.
Perguntou se teria também dançarinas, a minha resposta foi que dependeria dela. Que não era muito comum, pois normalmente os homens em geral são muitos tímidos e a maioria não aceita ser abordado por uma dama para dançar, mas que poderia arrumar sim.
Disse que não estava muito preocupada com isso e sua outra pergunta me fez espumar de raiva.
Então estes dançarinos poderiam fazer uma apresentação de dança?
“Querida”, não estou entendendo, você quer a dançarina para que os dançarinos possam fazer apresentação?
Ela gaguejou e respondeu, porque não pode?
Claro que pode, mas a principio o seu orçamento foi para dançarinos que farão par com as suas convidadas e não para apresentarem um show, entende?
Bem cínica na voz ela respondeu: “Ah! Faz diferença?”
Perdi a compostura e, sabendo que a “ex” contratante é dona de bufê, respondi sem nenhuma classe: “Não faz diferença nenhuma e neste dia eu também quero ver na festa o seu maitre fazendo papel de copeiro, o copeiro fazendo papel de garçom e o garçom fazendo papel de recepcionista, ok?”
Tenho plena consciência que agi de forma errada - vou colocar a culpa da minha falta de educação na TPM (risos).
Mas venhamos e convenhamos: explicar ao telefone que serviço de dançarino é um, de apresentação é outro e que o preço dado não inclui um pacote, não é para qualquer um, ainda mais quando sentimos a esperteza do outro lado.
Esqueci de contar que em algum momento ela questionou se os dançarinos eram professores e ficou horrorizada ao saber que hoje em dia pouquíssimos instrutores se sujeitam a este serviço.
Analisando agora friamente a situação, tirando o jeitinho brasileiro, cabe a nós mudar uma conotação equivocada de nossa profissão.
Talvez a mulher não tenha culpa nenhuma e tudo seja um reflexo da nossa própria cultura.
Sabemos muito bem que o nosso trabalho não é exato.
Existem ótimos professores que não são bons dançarinos para show, existem ótimos dançarinos para show que são péssimos instrutores.
Existem dançarinos que só curtem a arte de dançar a dois e não vivem desta profissão, existem artistas completos que são dançarinos para show, coreógrafos, professores e dançarinos de baile, enfim talvez seja isto o motivo de grande confusão.
Felizmente ou infelizmente não atendi esta cliente, empresarialmente falando não foi correta a minha postura, levei o assunto para o lado pessoal.
Vivendo e aprendendo.

Elaine Reis é instrutora especializada em dança de salão da "Academia Pé de Valsa"- BH - divulgando a dança como forma de cultura, arte e lazer.

BH Dança de Salão.com.br muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte

Comentário sobre o texto: Relato enviado por e-mail à academia



Texto original : Texto: Relato enviado por e-mail à academia

por Professor de dança de salão

N.P.: O texto original está na cor preta em italico. O comentário está na cor vermelha.

Caro diretores,
Começo com a frase: apreender a dançar para quê?


Pra você se sentir bem com você mesma, pra você redescobrir seu corpo com ritmo, consciência, liberdade, expressão e acima de tudo com VIDA! Pra você conhecer pessoas, encontrar amigos e quem sabe um par na vida também. Pra você agradecer a Deus a inteligência no aprendizado, o dom de dançar, pra você agradecer a visão, o tato, o olfato... Pra você aprender ser criativa, sensual. Pra você redescobrir o feminino e a delícia de ser uma boa dama sem depender de um cavalheiro pra isso acontecer. Pra você sonhar com coreografias, se divertir em bailes e levar pra vida um pouco mais de alegria. Ou até mesmo pra você descobrir que dançar não é sua praia.

Se vocês me disserem que aprendo para fazer um social, me divertir e exercitar nas aulas, fugir da minha rotina maçante, ter consciência do meu corpo, equilíbrio e postura ou até mesmo interpretar o corpo do parceiro em vez de ser arrastada por eles, concordo plenamente. Mas na realidade quando entramos em uma academia de dança a nossa principal intenção é dançar em bailes e isto não acontece.

E eu discordo da afirmação. Muitas pessoas procuram a dança como atividade física e desestressante. Muitas mulheres ligam na escola e falam que quer é emagrecer e eu digo que o que emagrece é reeducação alimentar, regime ou até mesmo tratamento médico. É grande o número de alunos que não freqüentam bailes. Adoram fazer aulas, ir à academia aprender e depois seguir a vida. Tenho uma aluna que é apaixonada pela dança mas por motivos pessoais, nunca foi a baile! O objetivo de cada um com a dança é particular. A gente não pode generalizar. Eu mesmo entrei pra dança por recomendação médica, pra me livrar do stress causado pelo trabalho e acabei virando professor.

Como já tenho mais tempo de academia vejo o esforço em vão de vocês quando pedem os bolsistas para dançarem conosco e a má vontade com que executam esta tarefa e o encantamento quando estão dançando entre si. Por sua vez a maioria dos alunos está acompanhada e os outros dançarinos não tem muito interesse em dançar se já sabem que não vão conseguir segundas intenções.

Eu já penso que o problema está em cada um e na maneira como as pessoas se relacionam socialmente. O mundo hoje esta com as emoções em desarmonia. As pessoas não sabem mais fazer amizades e os valores estão cada vez mais individuais. Isso faz com que elas escolham com muito rigor como irão se envolver com os outros. Já o  Bolsista está lá pra ser o par daquele aluno ou aluna que foi à academia sozinho e pra aprender a dançar também. A outra "obrigação" dele seria dançar com alunas em baile, caso haja oportunidade.

Ir sozinho fazer aula numa academia onde se aprende a dançar a dois pode não ser a melhor opção, uma vez que o(a) aluno(a) estará sujeito(a) a dançar com o estorvo de bolsista que faz cara feia. Bolsista não é funcionario da escola remunerado. É dificil ter 100% de autoridade sobre ele. Não sei porque uma pessoa não consegue convidar alguém para lhe fazer cia para uma visita a uma aula de dança. Varias vezes sugeri para futuras alunas convidar alguém, quando essa reclama que é “sozinha”. Eu sempre digo: convide alguém! Irmão, primo, amigo, colega de serviço, pai, tio, conhecido tímido, amigo gay... Não é possível que uma pessoa não tenha nenhuma dessas opções por perto! Talvez realmente não tenha, mas.......

O Bolsista ás vezes faz raiva no aluno, assim como faz raiva na administração da escola, mas penso que um baile deveria ser o momento para o(a) aluno(a) sejogar! Um momento pra ir atrás de um desconhecido ou desconhecida e colocar em prova o investimento pessoal. Concordo muito com o texto da Fernanda sobre tecer teias.

Acho que os verdadeiros pés de valsa estão em extinção.

Sim, estão. Assim como as verdadeiras damas. Mas porquê ao invés da gente sair levantando essa bandeira, a gente não desperta cada um para o aprendizado saudável e edificador?

Tive a esperança de ir a uns bailes de outras empresas para ver se conseguia dançar. Foi pior. Descobri que os bolsistas de outras escolas nem olham para sua cara, em algumas, chegou o professor responsável pelo estabelecimento me chamou para dançar e no meio da música já estava fazendo propaganda para mudar de escola, sem ética nenhuma.

É natural que você não seja “a escolhida”, afinal de contas, os bolsistas já estão familiarizados com a prata da casa. É uma falha sim não receber você bem, mas a gente também tem que se fazer perceber. Procure saber quem é o dono da academia, diga que você é visitante e queria conhecer o pessoal da escola e dançar. Com bolsista ou com aluno, não importa. No corre-corre da organização sempre escapa um deslize, mas a gente tem de levar a vida numa boa, pra que o baile não seja um tiro no pé.

Lógico que não tenho conhecimento de todos os ritmos, mas em alguns já não faço feio.
Já li a cartilha do chá de cadeira, melhorou um pouquinho, mas muito aquém dos meus sonhos.


Aquém dos seus sonhos? Por acaso você não estaria com espectativas demais? De repente mudando o foco as coisas comecem a acontecer diferente. É muito fácil reclamar. Difícil é a gente reconhecer erros e mudar de postura pra ver se a vida se transforma. Mesmo que você não saiba todos os ritmos, com certeza você deve saber conversar. Aproveite a salsa ou o zouk que você não sabe dançar, pra ver as pessoas dançando, conhecer gente, conversar, retocar a maquiagem, comer ou beber alguma coisa na Cia de alguém que você tenha encontrado durante o baile. O Baile é pra dançar mas não é somente pra isso. Aprendi muito quando um amigo me disse: "Nunca espere nada de ninguém". O tempo passou e percebo certa coerência na fala dele.

Alguns de vocês podem pensar: "por que ela não arruma um namorado?" Já tentei a maioria era pé duro e dispensei.

Você quer um namorado ou um par na dança? Namorar alguém que não dança às vezes é legal. Pé duro!?? Você mesma disse acima “Lógico que não tenho conhecimento de todos os ritmos”. Essa frase me faz pensar que você se atrapalha em alguns. Pés duros normalmente se atrapalham na dança. E de repente, fazer um namorado “pé duro” pelo menos ter interesse em aprender é ponto marcado a favor. Muito preconceituoso esse seu comentário. Tanta gente procurando alguém legal pra namorar e você dispensando só porque a pessoa é um “pé duro”.

Caríssimos, eu só quero dançar e ponto.
Será?

Percebo que muitas mulheres queriam mandar este depoimento, mas não tiveram coragem. Somos responsáveis por uma porcentagem alta no que se refere à aula particular, fazemos diferença para a empresa.

Quem faz diferença é aluno bacana, que curte dançar sem reservas. Que faz amigos, que sorri, se interage, que acrescenta positivamente sugestões e críticas. Que assina seu nome na pista de dança mostrando que aprendeu direitinho e que valoriza o produto oferecido a ele, assim como valoriza com o próprio esforço, o dinheiro que investido para seu próprio bem. Me orgulho muito quando vejo alunos interessados e que valorizam a dança.Como arte e como profissão. É muito gratificante. Dá uma sensação de missão cumprida. É lógico que esse resultado é muito mais conquista do aluno do que do professor. Professor é somente a mão amiga.

Por favor, me dê uma solução?

Tente enxergar o mundo com outros olhos. Reflita bastante qual é o seu verdadeiro objetivo com a dança. Faça terapia, converse com amigos que você confie, leia muito, corra atrás e dance! Dance muito! As soluções para nossas aflições estão dentro da gente. Um ou outro profissional poderá talvez lhe acender a vela, mas quem segue iluminando o caminho é você. O cordão umbilical é cortado tão logo nascemos. Daí pra frente a parceria é com Deus ou com qualquer "Força maior" que valha.

Fica aqui um ditado que gosto muito. "Quem quer dá um jeito. Quem não quer, dá uma desculpa"

Aluna da Academia Pé de Valsa.

Professor de Dança de Salão

BH Dança de Salão.com.br muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Texto: Relato enviado por e-mail à academia.


por Elaine Reis - Academia Pé de Valsa/BH/MG

Relato enviado por e-mail à academia. Depoimento autorizado pela aluna e que pediu sigilo absoluto da sua identidade. Assim, seu perfil, idade, profissão e nome serão protegidos.Como acho que este assunto é de interesse dos representantes das escolas, aqui está o desabafo de uma mulher que já faz aula pelo menos uns quatro anos.

Caro diretores,
Começo com a frase: apreender a dançar para quê?
Se vocês me disserem que aprendo para fazer um social, me divertir e exercitar nas aulas, fugir da minha rotina maçante, ter consciência do meu corpo, equilíbrio e postura ou até mesmo interpretar o corpo do parceiro em vez de ser arrastada por eles, concordo plenamente.
Mas na realidade quando entramos em uma academia de dança a nossa principal intenção é dançar em bailes e isto não acontece.
Como já tenho mais tempo de academia vejo o esforço em vão de vocês quando pedem os bolsistas para dançarem conosco e a má vontade com que executam esta tarefa e o encantamento quando estão dançando entre si.
Por sua vez a maioria dos alunos está acompanhada e os outros dançarinos não tem muito interesse em dançar se já sabem que não vão conseguir segundas intenções.
Acho que os verdadeiros pés de valsa estão em extinção.
Tive a esperança de ir a uns bailes de outras empresas para ver se conseguia dançar. Foi pior. Descobri que os bolsistas de outras escolas nem olham para sua cara, em algumas, chegou o professor responsável pelo estabelecimento me chamou para dançar e no meio da música já estava fazendo propaganda para mudar de escola, sem ética nenhuma.
Lógico que não tenho conhecimento de todos os ritmos, mas em alguns já não faço feio.
Já li a cartilha do chá de cadeira, melhorou um pouquinho, mas muito aquém dos meus sonhos.
Alguns de vocês podem pensar: "por que ela não arruma um namorado?" Já tentei a maioria era pé duro e dispensei.
Caríssimos, eu só quero dançar e ponto.
Percebo que muitas mulheres queriam mandar este depoimento, mas não tiveram coragem. Somos responsáveis por uma porcentagem alta no que se refere à aula particular, fazemos diferença para a empresa.
Por favor, me dê uma solução?

Aluna da Academia Pé de Valsa.

Elaine Reis é instrutora especializada em dança de salão da "Academia Pé de Valsa"- BH - divulgando a dança como forma de cultura, arte e lazer.

BH Dança de Salão.com.br muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Comentário sobre o texto: bolsistas (por uma bolsista)

Texto original: Bolsistas

por Rebeca Ribeiro

Li há algum tempo o texto da professora Elaine Reis que, citando a fala de um renomado professor de dança de salão, dizia: “Bolsistas são um mal necessário.” Certo. Este é o ponto de vista da maioria dos donos de academia, tenho certeza. Mas como nós, bolsistas, nos sentimos com relação a isso?
Primeiramente, alguns esclarecimentos: Nem todas as pessoas entendem o conceito por trás do termo “bolsista”. Explica-se: o bolsista é um aluno, geralmente com um pouco mais de aptidão para a dança (ok. Nem sempre é assim.), que faz uma permuta com a academia, onde ele participa das aulas sem pagamento, formando pares com os alunos desacompanhados. Isso é um bolsista. Ele não é um instrutor, nem funcionário da academia, nem professor e nem um aluno comum. No meio onde vivo (universitário), o termo bolsista refere-se a um estagiário remunerado, ou seja, com bolsa. Então é bom esclarecer este ponto. Nós não temos salário em dinheiro!
Agora, voltando: até onde esse compromisso de permuta é cumprido? Já fui bolsista de duas academia, e a experiência que tive é que, em linhas gerais, o bolsista é muito mais cobrado de sua parte no trato do que a Academia. Se o bolsista pode participar das aulas, pressupõe-se que ele está ali por interesse de aprender. Mas isso nem sempre acontece. Muitos professores entendem que o bolsista só está lá pra “completar turma”, e não pra aprender também. Geralmente somos colocados para dançar com os alunos que tem menos conhecimento – ou mais dificuldade. Assim, o nosso aprendizado fica seriamente comprometido, quando não nulo. Isso sem citar as diversas vezes que já fiquei duas horas seguidas sentada por não ter nenhum aluno ou bolsista “livre” para dançar comigo, ficando atrasada nos passos, e depois sendo cobrada do conhecimento dos mesmos. Depois de passarmos da fase de iniciantes, se não tivermos uma “atenção especial” do professor, vamos ficar estagnados pra sempre no nível de iniciantes e, ainda assim, continuaremos sendo úteis para a academia. Mas e nós?
Algumas academias oferecem aulas de treinamento exclusivas para os bolsistas, o que acho muito justo, já que eles dançam somente com os iniciantes nas turmas regulares. Outras oferecem descontos significativos no pagamento de aulas particulares para o bolsista, assim ele pode arcar com o seu próprio desenvolvimento na dança. Ainda assim, fica a pergunta para os professores, que tanto cobram e reclamam dos bolsistas: Será que alguma academia de dança de salão sobreviveria sem uma equipe de bolsistas? Eu tenho minhas dúvidas quanto a isso. Já vi professores tentando dar aulas sem apoio, e foi trágico.
E, por último, minha mensagem aos alunos e alunas que, não raro, também reclamam dos bolsistas, como se nós fôssemos empregados deles ou da academia: nós também somos alunos como vocês. A única diferença é que nós não pagamos com moeda corrente, mas com serviços. Os rapazes são, como qualquer outro, sujeitos a dificuldades pessoais tais como timidez, nervosismo, inexperiência. Não os pressionem tanto. Hoje em dia as mulheres não precisam mais ficar sentadas com “cara de paisagem” esperando serem tiradas pra dançar. Sejam pró-ativas. Se as damas sabem que os bolsistas estão lá para dançar com elas, os tirem para dançar, ou aproximem-se para uma conversa amigável – que geralmente é coroada com uma dança. Isso iria trazer muito mais satisfação para as moças, e facilitaria a vida dos bolsistas um bocado. E nós, damas-bolsistas, dançamos com quem nos tira pra dançar. Digo por mim: Nunca neguei uma dança a um aluno sequer. Fosse ele iniciante, intermediário, ou avançado. E, pelo menos na academia onde estou hoje, asseguro que esse é o também comportamento das minhas colegas.
Fica o desabafo de uma bolsista que, Graças a DEUS, está satisfeita com sua condição e sua academia, sabendo que nada nesse mundo é perfeito, mas quando as pessoas estão com a “gaveta aberta”, muita coisa pode melhorar (para ambos os lados).

BH Dança de Salão.com.br muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Texto: Perturbações na dança


por Elaine Reis e Regina Pessoa - Academia Pé de Valsa/BH/MG

Quem é professor sabe: independentemente da área e sem querer generalizar, muitas pessoas estão completamente perturbadas.
A dança de salão é um dos recursos que o individuo tem para socializar, melhorar a auto-estima, alcançar prazer, equilíbrio, melhorar a postura, a memória, etc..
Existem pessoas que estão desequilibradas na mente. Para isso é necessário procurar profissionais ligados à psicologia e à psiquiatria no intuito de preencher este vazio. O problema que percebo, às vezes: a própria pessoa não tem consciência da sua doença, e aí fica muito complicado para o instrutor e a escola.
Já tive alguns exemplos que nos desgastaram amargamente. Com os erros fomos aprendendo a lidar com diversas situações de alunos descompensados mas, mesmo com todos os anos de história, sempre aparece alguém para nos colocar a prova.
Alunos carismáticos a principio ganham a nossa confiança e, inocentes, deixamos que eles nos ajudem em determinados assuntos. Depois eles querem nos manipular de uma forma doentia, dar opinião em assuntos que não tem nada a ver com a sua alçada. Com calma tentamos conversar e explicar, mas em vão. Saem da academia revoltos e falando mal.
Outros nos deixam inibidos, pois confundem a atenção. Acham que queremos alguma coisa mais íntima. Explicar isto sem nenhum tipo de ofensa é complicadíssimo.
Existem ainda os que nos idolatram. Saem falando para Deus e o mundo como somos bons, atenciosos, dinâmicos de uma maneira completamente exagerada. Na maioria das vezes possuem uma dificuldade extrema em apreender, o tempo que possuem de aula é inversamente proporcional ao desenvolvimento como dançarino. Parece que eles necessitam de uma forma de compensação para justificar a sua dificuldade.
Ainda há pessoas que entram, pegam o regulamento e depois de algum tempo querem ser tratados com regalias e brigam por não conseguir o que desejam, sem limites nenhum.
Realmente nestes casos muitas vezes ficamos de pé e mão atados.
Em minhas orações peço a Deus todos os dias para que estas pessoas saibam escolher um bom profissional da área de que necessitam e, depois sim, procurar as academias.
Não podemos confundir área da saúde com área da cultura, mesmo sabendo que as duas podem se complementar.

Elaine Reis é instrutora especializada em dança de salão da "Academia Pé de Valsa"- BH - divulgando a dança como forma de cultura, arte e lazer.
Regina Pessoa é psicologa e professora de dança de salão da da "Academia Pé de Valsa"- BH.

BH Dança de Salão.com.br muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte