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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Texto: Quanta inocência

por Elaine Reis: proprietária e professora de dança de salão da Academia Pé de Valsa

Quando se é jovem, tudo é perfeito e a doce ilusão de que nada pode te acontecer é uma realidade absoluta. E as experiências dos mais velhos não são escutadas....
Uma vez li que as pessoas inteligentes aprendem com seus próprios erros e os sábios aprendem com erros dos outros. Quem dera que fôssemos sábios...
Estou careca de falar para quem está em processo de formação na dança de salão, ou melhor, para quem almeja no fundo da alma trabalhar com a arte de dança de salão para ter foco!
Muitos entram deslumbrados com as apresentações, aplausos, etc, mas desconhecem (com raríssimas exceções) que o nosso sustento se dá através do  ensino desta atividade, e não dos shows/espetáculos.
Os iniciantes e sonhadores, na flor da idade, fazem loucuras em seus corpos com ensaios frenéticos para apresentações de dança sem nenhuma preparação corporal. Não têm noção da consequência.
Nós só começamos a perceber certos membros e músculos do corpo quando eles começam a doer. Isso é uma realidade tão óbvia e tão esquecida... depois não adianta reclamar. Nosso presente é reflexo do nosso passado.
Descrevo agora a seguinte cena: ano 1996, quinto ano de aniversário da Academia Pé de Valsa, banda ao vivo Super Som C&A, companhia do mestre Jaime Arôxa, (Bianca, Adílio, Renata, Cristóvão, Drica, Érico, Raquel, Rogério, etc), turma da pesada.
Nesta época, não se fazia nenhuma preparação de fortalecimento muscular e, como de costume, tínhamos preparado exaustivamente uma apresentação de dança.
Tirando a tremedeira de dançar antes do mestre e sua bárbara equipe, o cansaço de preparar os detalhes do evento o dia inteiro e o medo da fiscalização do ECAD que consome o seu lucro, só faltava respirar fundo e se concentrar na apresentação.
Fácil não foi e, desta vez, uma queda no final da apresentação...!
Diagnóstico: fratura por stress no metatarso nos dois pés, no mesmo dedo. (Pelo menos, caí equilibrada, rsrsrs! Só rindo mesmo!). Resultado: um mês e meio com duas botas, sem dar aula, filho com um ano e meio e muitas visitas dos alunos queridos.
Hoje, depois de 17 anos, sinto os meus pesinhos todos os dias e... dou graças a Deus de ainda poder dar aula!
Enfim, pessoas que querem trabalhar com dança de salão: foquem, pensem, cuidem! Você agora é a semente de seu futuro e também a perpetuação da nossa arte.


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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Texto: Pés Cansados

por Elaine Reis (proprietária e professora de dança de salão da Academia Pé de Valsa)

Sou movida por música. Vejo-me encarnada e fico fixada por uma determinada melodia ou letra a tal ponto que meu filho fala: "Pelo amor de Deus, você só vai ouvir isto?"
Neste campo musical, sou completamente eclética e isto serve como fonte de inspiração para a minha escrita.
Quando escutei a música Pés Cansados da Sandy foi como um soco no estômago... Toda profissão tem seus desgastes físicos e emocionais; e ser professora de dança não foge desta citação. O excesso de movimentos repetidos, a falta de consciência da juventude em executar passos mirabolantes sem uma preparação adequada para shows, exagero em saltos finos e altos sequelou em desgaste ósseo nos meus dois pés.
Hoje meus pés estão cansados e preciso manter minha rotina calçando tênis e um planejamento estratégico. Por exemplo, se tenho um casamento ou algum evento que me proponho a dançar, tenho que deixar os meus amados pesinhos de molho.
É de grande importância que gerações de artistas novatos tenham uma maior consciência da estrutura corporal, pois precisamos de todas as partes de nosso corpo saudável para manter a nossa rotina de serviço.
Mas erros são erros, temos que aceitá-los e nos perdoar. Precisamos ter um olhar positivo e arrumar uma solução para o problema da vez... Isso é a vida!
Emocionalmente falando, a música citada acima me fez pensar como é importante a gente amar o que faz e tentar, por mais difícil que seja, descobrir o que nos realiza, pois só assim teremos realmente força para superar os problemas sem virar uma doença pior, como depressão ou distúrbios mentais.
Esta dor adquirida na caminhada da vida, muitas vezes me tirou do lugar que mais gosto: “o baile”, pois a necessidade de poupar meus membros inferiores é muito grande.
Na letra da música, quando se diz: “Os mesmos pés cansados voltam para você” me dá um aperto no coração, pois sei que de alguma forma sempre voltarei com dor ou sem dor para as pistas de dança, onde é o lugar que minha alma se alimenta e, ao sair dela, estou recarregada para continuar caminhando...

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terça-feira, 24 de maio de 2011

Texto: Gato por lebre


por Elaine Reis (proprietária da Academia Pé de Valsa e professora de dança de salão)

Sempre adorei apresentações de dança, independente do estilo: contemporâneo, jazz, clássico, dança do ventre, dança de salão, etc.
Sou tão apaixonada com esta arte que consigo achar alguma beleza até em espetáculos medíocres, pois bem sei das infinitas dificuldades enfrentadas.
Ensaios desgastantes, exaustão corporal, quedas, fraturas, falta de patrocínio, iluminação precária, inexistência de roteiro, cenário, marketing, cachês para dançarinos, coreógrafos; enfim, só quem ama muito o seu ofício tem esta capacidade de doação ou então é muito burro por se dedicar tanto em algo que dá pouco retorno financeiro. Mas prefiro acreditar na primeira hipótese.
Para piorar a situação, as leis de incentivo beneficiam apenas poucos. Estes poucos, na sua maioria, se deparam com a dificuldade de captação de recursos. Assim muitos perdem o seu projeto aprovado e às vezes com todo espetáculo já pronto.
Bem, falei, falei e ainda não entrei no tema do título. Não preciso dizer que, através da internet, ficamos bastante atualizados de apresentações de dança. Basta querer pesquisar.
A modernidade nos dá instantaneamente este bel prazer.
Estou careca de saber que a arte não tem regra, que o belo é relativo e o show pode ter influencias de várias naturezas.
Entretanto, muitos dançarinos e empresários estão vendendo show de dança de salão e a única coisa que não existe é a dança de salão. Será que isto é certo? A arte pela arte pode tudo?
Acabo de assistir várias apresentações de dança, na região sul do Brasil, de um work shop que se diz de dança de salão. De verdade, ADOREI a maioria das apresentações, mas a única coisa que não consegui enxergar é a dança de salão. Tango moderno, zouk contemporâneo, músicas eruditas, etc.
Será que as pessoas estão preparadas para esta nova visão de espetáculo? Será que esta transformação é um atrativo para as pessoas se interessarem a fazer aula de dança de salão? Quem conhece um pouco da história sabe muito bem que durante muitos anos os shows de dança de salão foram a maior propaganda e a divulgação máxima dos professores desta modalidade de dança...
Repito a pergunta: será que os leigos ou consumidores de nossos serviços (aulas de dança de salão) estão conscientes desta evolução?
Muitos artistas podem estar pensando que são coisas distintas - show e aula. Eu até concordo, mas a verdade é que a cada dia as apresentações de dança de salão se distanciam mais do público que sempre vislumbrou a possibilidade de se ver no lugar daquele artista na vida social cotidiana.
Bem, a situação é muito complexa. Fazemos de tudo para aumentar o público que assiste arte, principalmente a dança. E o esforço é grande para formarmos cidadãos com desejo de assistir e consumir a nossa arte da dançar a dois.
Acredito que tudo é valido. Só acho que temos que explicar o que estamos vendendo; se não o tiro pode sair pela culatra.
As pessoas podem se sentir enganadas, podem achar que estão comprando gato por lebre e os mais prejudicados somos nós que vivemos desta arte.
Justiça seja feita, um dos poucos profissionais que realmente explica a realidade do seu trabalho é Jomar Mesquita.


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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Campanha Natal solidário do Ponto da Dança - Ajude-me a ajudar


Olá!

Veja mais sobre a campanha, clicando aqui!

[]s
Wilson Milagres
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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Texto: Aula particular: vantagens e desvantagens






por Elaine Reis (professora e proprietária da Academia Pé de Valsa) e Regina Pessoa

Existem algumas questões muito importantes a serem abordadas acerca da aula particular em dança de salão.
Mas, afinal, o que é isto?
Existem 2 tipos de aula particular: 1) Individual: é quando uma pessoa chega sem par e opta por dançar diretamente com o (a) professor (a). 2) De casal: é quando um par já formado escolhe um profissional para ensiná-los. Normalmente, a pessoa ou o casal fazem aula numa sala separada e escolhem o (s) ritmo (s) que querem aprender dançar.
Normalmente, os clientes escolhem esta modalidade por alguns fatores, dentre eles: necessidade de aprender rápido, desejo de dançar com quem sabe, timidez para enfrentar um grupo, julgamento pessoal de incapacidade motora, falta de paciência com alunos aprendizes em aula coletiva, procura por trabalhos específicos como coreografia para eventos, aula de charme, condução ou ritmo.
Ademais, esta forma de aprendizado é indicada quando um casal ou uma pessoa tem o desejo de fazer aula coletiva e a turma já está mais avançada. Assim, faz-se algumas aulas particulares para alcançar mais ou menos o nível da turma, o que é bom tanto para a pessoa quanto pra turma.
Independentemente do motivo da escolha, é preciso que as pessoas se atentem para alguns problemas da aula particular.
O primeiro deles é a falta de socialização com outras pessoas. Quando um cliente chega a academia e faz apenas aulas particulares, ele acaba não conhecendo ninguém. Quando vai ao baile, mas fica perdido, sozinho, desamparado e, portanto, desmotivado a freqüentá-lo.
Outro problema que enfrenta o aluno particular é a dificuldade de dançar em ronda. E aí coloco principalmente os alunos homens, pois são eles que conduzem as damas.  Acontece também com casais que fazem aula particular. O dançar em ronda fica comprometido, pois em suas aulas o espaço fica todo livre e não existem obstáculos móveis para ter que desviar. Claro, os (as) professores (as) utilizam estratégias para ajudar o (s) aluno (s), como diminuir o espaço e trânsito na dança, colocar cadeiras como obstáculos no meio do salão e/ou servir o (a) próprio (a) professor (a) de obstáculo móvel enquanto o casal estiver dançando. Entretanto, estas estratégias não substituem a prática de dançar em grupo.
Existe também a falsa verdade por parte dos alunos particulares na modalidade individual de que conseguem dançar com qualquer pessoa, incluindo pessoas que não sejam profissionais. A verdade é que é muito mais fácil dançar com professores em comparação a dançar com “pessoas comuns”, ou melhor dizendo, pessoas em processo de aprendizado. Por mais que o professor tente ser o mais neutro possível, ele sabe exatamente os passos e movimentos que o aluno sabe fazer, pois foi ele mesmo quem ensinou.
Apesar destas dificuldades, cada pessoa e/ou casal tem os seus motivos para optar pela aula particular – muitos destes bastante justificáveis.
No entanto, a dica que temos a dar aos alunos é que consigam conciliar a aula de grupo com a particular, e isto pode ser feito de várias formas. 1) Começar com aula particular e migrar para a aula de grupo depois. 2) Fazer o caminho inverso: começar com aula de grupo e depois mudar para aula particular. 3) Fazer aula particular e de grupo ao mesmo tempo.
Cada pessoa faz o seu caminho conforme suas escolhas e seus objetivos!

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terça-feira, 8 de junho de 2010

Texto: Dores da profissão





por Elaine Reis (professora e proprietária da Academia Pé de Valsa)

Este ano de 2010 completo 41 (quarenta e um) anos, 23 (vinte e três) dentre estes dedicados ao ensino da dança de salão. Sinto-me na responsabilidade de orientar por experiência própria os novos professores a se prevenirem para não ter futuros sofrimentos que impedirão o bom andamento de sua profissão.
Aqui em casa, como somos um casal que vive de dança de salão, tenho consciência das seqüelas adquiridas da rotina de nosso ofício em comum.
Quando jovens, achávamos que nada aconteceria conosco, em termos de desgastes físicos. Ensaios e aulas, quando executados sem nenhum tipo de aquecimento e/ou alongamento, provocam pequenas lesões. E, acreditem se quiser, a cada dia fica mais crônico.
Assim, ressalto a importância para as pessoas que trabalham com dança de sempre estarem fazendo uma atividade que fortaleça suas articulações e músculos, principalmente aqueles que já foram lesionados.
Devido a antigas quedas na hora de ensaio e uso diário de sapato de salto alto, comecei a ter joanete e uma dor debaixo do dedão do pé. Há cinco anos, fui obrigada a diminuir o salto para dar aulas e, no meu dia-a-dia, passei a usar sapatilhas e rasteirinhas... Que tristeza para quem adora um salto alto!
Sempre dei muita aula particular e cavalheiro iniciante ainda não sabe direito a energia correta de como segurar a mão direita da dama, este processo de apertar por muitos anos me fez ter dores horríveis perto do dedinho direito.
Sou obrigada a chegar antes e fazer movimentos de aquecimento para os pés e mãos. Confidencio a vocês, caros leitores, que muitas vezes fico com preguiça e deixo de fazer.
Não se esqueçam do cuidado com a voz! Tomar água direto, comer maçã, atrair os alunos através de palmas e evitar falar junto da música é fundamental para não agredir uma parte de você que é fundamental para o seu rendimento profissional.
Para dar aula, o impacto e o desgaste do corpo é bem menor em relação ao ensaio de apresentações e espetáculos. O impacto para o corpo neste último caso é muito grande!
 Hoje em dia, com a minha idade, não posso dar ao luxo de desgastar com shows e não ter condições físicas de dar aula. Preciso ter um corpo saudável para realmente fazer o que me sustenta.
Sou privilegiada, pois hoje posso escolher. Estou me dando o direito de só aceitar casais para dar aula particular e nas aulas coletivas já possuo os meus truques.
Hoje me pergunto até quando darei aula e, para falar a verdade, não gosto deste assunto. Afinal, como uma pessoa pode viver sem ar? Sinceramente, a dança para mim é força da minha existência!
Cuidem-se.

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Sobre o debate no blog

por Fernanda Freitas

Estou achando muito interessantes os debates que estão sendo promovidos aqui.

O mais interessante é que o limite entre o debate e imposição de opiniões é tênue demais.

Fico imaginando se todos os proprietários de escolas fossem ficar justificando cada opinião, cada crítica, cada posicionamento feito!

Sou feliz por minha opção de vida não ser a dança e muito mais por tê-la como opção de lazer! Tem pessoas que amo encontrar! Amo alguns professores e professoras. Amo alguns proprietários e empreendedores da dança, mas nem por isso tenho que me satisfazer com tudo o que me é oferecido enquanto cliente. Quando sou convidada, e claro, recebo meus convites, não vou aos eventos como cliente. Vou como alguém que é desejável naquele local. Mesmo que tenha outras opções que poderiam ser melhores, a minha escolha sempre é estar em locais onde sou convidada. Não participo somente para me divertir, mas me sinto co-participante do evento e de certa forma passo a desejar que seja um sucesso. Sinto-me agradecida por me fazerem ser parte e não apenas participar. Acabo tentando catalisar os amigos para que possamos estar juntos. É muito diferente se sentir parte, e mesmo assim tenho um olhar que considera vantagens e desvantagens.

Tem bailes em escolas, com piso de pedra e pouca ventilação, mas que diante da satisfação por estar com as pessoas daquele local, esses elementos se tornam insignificantes. O  prazer em compartilhar de um mesmo espaço, divertido e harmônico com outros dançarinos não me faz deixar de sentir calor, ter dor nos pés ou ficar desejosa de ter um bar ou lanchonete com mais opções. O que acontece é que quando avalio custo benefícios, para mim, hoje, vale a pena viajar quase 400 km para estar em tais lugares

Tenho o direito de dar minha opinião a quem eu quiser. Se não é importante a minha opinião e se ela é equivocada, não trará nenhum prejuízo a quem possa ter contrariado. Porém, não assumi como Wilson, um critério VOLUNTÁRIO de divulgar e avaliar os bailes. Muitas vezes o acho até muito complacente com algumas situações... Ainda bem que não tenho um blog sobre a dança... (rsrs). Tem muito mais que eu observo como gestora e não compactuo e me sinto desrespeitada (detesto toaletes sem a devida higiene!).

Desrespeitar um cliente, sim, é muito ruim! Falo como CONSUMIDORA! Pois se fosse falar como participante da dança, somente o prazer de rever pessoas que me são caras já valeria a pena! Existem locais belos? Sim, mas quando vou a um evento de dança, eu quero é dançar e não ver paisagem. Quando tenho pessoas que não conhecem BH, sim seria um bom programa levar a belos locais de dança. E claro que tudo tem haver com o foco e a visão estratégica de um promotor...

Como cliente, como consumidora posso falar e avaliar. Se vou a uma pizzaria escolho o sabor da pizza e a espessura da massa. Quando sou convidada para saborear uma pizza na casa de amigos, delicio-me com o sabor oferecido e caso a massa esteja grossa, serei gentil em separar o que não quiser comer, mas não precisarei reclamar.

Pra quem sabe ler, um pingo é letra!!!

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Texto: Pesquisa de Mercado


por Elaine Reis

Todo início de ano reajustamos as mensalidades da academia. O índice de aumento é baseado em duas fontes. Primeiro no noticiário da TV e jornal, que relatam a porcentagem estabelecida pelo governo para o acréscimo dado as escolas particulares de ensino. Segundo, em uma pesquisa pessoal na internet das empresas afins no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.
Tento focar na pesquisa: o bairro, a segurança, o perfil do aluno, os impostos, o conforto e a qualidade de trabalho dos concorrentes para avaliar a realidade.
Assim obtenho o valor a ser cobrado naquele determinado ano.
Não tenho costume de ligar para outra escola. Caso isto fosse a minha fonte de informação faria da seguinte forma:
Sou Elaine Reis, da academia Pé de Valsa e estou fazendo uma pesquisa dos valores cobrados das mensalidades, você poderia me passar os seus?
Porquê muitos concorrentes ligam para fazer este apanhado fingindo que são alunos?
Que bobagem!
Aí vocês me perguntam como você sabe que este futuro aluno não é um real pretendente?
Antes de dar a minha explicação gostaria de dizer que faço questão de atender o máximo possível de ligações dentro da empresa.
Sendo lúdica, diria que a maioria dos alunos reais não sabe nada no início da conversa, e assim é a gente que devagarinho vai informando se é aula coletiva ou particular, se precisa ter par ou não, se tem matrícula. No caso contrário - do falso aluno - as perguntas são feitas como se eles já estivessem dentro da empresa sabendo de todos os detalhes. Pergunta direto o valor da matrícula, quais são os professores, e já sabem o formato das turmas e o processo de aula particular.
Sendo realista tenho “BINA”.
Já dei várias risadas, identificando as chamadas. Na época de TPM fico irada pelo tempo que me fazem perder.
Seria tão legal se um concorrente se identificasse. Poderíamos bater um papo legal.
Deste telefonema poderão nascer novos empreendimentos.
A concorrência leal é muito saudável, pois tira a gente da estagnação.
O único exemplo positivo que tenho foi da Marina Barbosa, ligou e me pediu os preços de 2010. Tudo bem que ela já trabalhou conosco, mas fiquei muito feliz com a sua posição.
Até breve! Agora que terminou o carnaval, e o ano realmente começa, sucesso para todas as pessoas que amam o que fazem principalmente as que trabalham com Dança de Salão.
Elaine Reis é professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Texto: Bate papo


por Elaine Reis

Estava em uma lanchonete com pessoas que estão tornando-se mais próximas de outras empresas de dança de salão. Em um mundo competitivo como nosso, e que o público não é tão grande assim, é natural ficarmos com receio de expor determinadas idéias e assuntos mas, devagarinho, começamos a abrir a guarda. Talvez por uma afinidade de energia ou simplesmente porque cada pessoa respeitava a hora de falar e,  sinceramente, estávamos "com a gaveta vazia".

Os assuntos foram vários: banais e extremamente importantes. Alguns me chamaram atenção e outros já foram abordados em outros artigos. São eles: Qual o perfil das pessoas que estão freguentando os workshops? Alunos? Pessoas que querem se tornar profissionais? Sendo assim, qual o nível das turmas? Dizem nas propagandas que será um nível e ao chegar, vê que é outro. Qual é a verdadeira finalidade destes congressos?

Profissionais quase não recebem para trabalhar. Aliás, regredimos no tempo, pois a forma de pagamente é a troca e a permuta. Vai ao meu que eu vou ao seu.

Os bailes destes congressos geralmente estão lotados. A galera mandando ver. "Pavão" de um lado, "pavão" de outro disputando espaço. Onde estão os alunos nesta hora? Com certeza não estão no páreo.

E os nossos bailes do dia-a-dia, todos estão “meia boca”, a não ser que seja o dia do aniversário do professor. Degradante.

Ficamos sabendo e tive inveja branca: em plena quarta-feira um evento de forro ao vivo conseguiu 2000 pessoas. O que estamos fazendo de errado?

Falamos também sobre os cursos relâmpagos de férias anunciados: "Aprenda em 4 aulas", favorecendo a idéia que dançar é fácil. Assim a maioria entra e sai desmotivada, pois sabemos que a realidade é outra. Doze aulas já são complicadas. Imaginem quatro!

Entendo perfeitamente que estes anúncios são uma forma de atrair público em uma época difícil como janeiro e fevereiro, mas se o profissional não for bom o suficiente para explicar ao aluno o sentido real de dançar bem, o tiro com certeza sai pela culatra.

O que era para ser atrativo virá uma propaganda enganosa e isto reflete para todo meio da dança.

Não tivemos solução para nada, mas foi de grande importância.

Precisamos ter mais debates, afinal todos querem viver dignamente.

Elaine Reis é professora e proprietária da Academia Pé de Valsa

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Texto: Ser ou não ser


por Elaine Reis - Academia Pé de Valsa/BH/MG

Recebi um telefonema que mais uma vez me fez perceber que, em pleno século XXI, ainda há preconceito das pessoas em relação a nossa classe ou o equívoco em relação à mesma.
A senhora pedia um orçamento de alguns dançarinos para uma festa de aniversario de uma dama que completaria 80 anos e sempre foi apaixonada pela dança de salão.
Trata-se de um serviço árduo e difícil, como já citei em outro texto, mas faz parte do contexto da dança a dois.
A indicação foi feita por uma aluna muito querida, assim passei o valor do investimento com desconto. È lógico que a contratante pechinchou, por sinal está no seu direito.
Não satisfeita com a minha posição de não abaixar o preço do serviço a prestar, começou a dizer que já dançou anos atrás com um professor fulano de tal da antiga gafieira.
Comecei a achar esquisito, porque ela de cara já não tinha entrando em contato com esta pessoa que foi o seu mestre. Por sinal o instrutor citado já tinha sido meu professor no Estrela, pessoa humilde de sorriso largo, fera no estilo de dançar a gafieira antiga, negro de estatura mediana, um doce de ser humano.
Fiquei imaginando que ela teria perdido o telefone ou realmente ela gostaria da dança mais atualizada.
A pergunta seguinte foi terrível: os dançarinos são bonitos e de boa aparência?
O que isto significa? A beleza externa é tão relativa.
Expliquei para ela, já um pouco nervosa, que o importante era se os dançarinos teriam competência na arte de dançar a dois, não é mesmo?
A outra pergunta dela foi pertinente, qual era o traje que eles usariam?
Respondi que poderia ser terno, uniforme da empresa ou jeans que isto dependia da proposta da festa. Recomendei o uniforme, pois este diferencia os dançarinos dos convidados, o que facilita o trabalho dos mesmos.
Perguntou se teria também dançarinas, a minha resposta foi que dependeria dela. Que não era muito comum, pois normalmente os homens em geral são muitos tímidos e a maioria não aceita ser abordado por uma dama para dançar, mas que poderia arrumar sim.
Disse que não estava muito preocupada com isso e sua outra pergunta me fez espumar de raiva.
Então estes dançarinos poderiam fazer uma apresentação de dança?
“Querida”, não estou entendendo, você quer a dançarina para que os dançarinos possam fazer apresentação?
Ela gaguejou e respondeu, porque não pode?
Claro que pode, mas a principio o seu orçamento foi para dançarinos que farão par com as suas convidadas e não para apresentarem um show, entende?
Bem cínica na voz ela respondeu: “Ah! Faz diferença?”
Perdi a compostura e, sabendo que a “ex” contratante é dona de bufê, respondi sem nenhuma classe: “Não faz diferença nenhuma e neste dia eu também quero ver na festa o seu maitre fazendo papel de copeiro, o copeiro fazendo papel de garçom e o garçom fazendo papel de recepcionista, ok?”
Tenho plena consciência que agi de forma errada - vou colocar a culpa da minha falta de educação na TPM (risos).
Mas venhamos e convenhamos: explicar ao telefone que serviço de dançarino é um, de apresentação é outro e que o preço dado não inclui um pacote, não é para qualquer um, ainda mais quando sentimos a esperteza do outro lado.
Esqueci de contar que em algum momento ela questionou se os dançarinos eram professores e ficou horrorizada ao saber que hoje em dia pouquíssimos instrutores se sujeitam a este serviço.
Analisando agora friamente a situação, tirando o jeitinho brasileiro, cabe a nós mudar uma conotação equivocada de nossa profissão.
Talvez a mulher não tenha culpa nenhuma e tudo seja um reflexo da nossa própria cultura.
Sabemos muito bem que o nosso trabalho não é exato.
Existem ótimos professores que não são bons dançarinos para show, existem ótimos dançarinos para show que são péssimos instrutores.
Existem dançarinos que só curtem a arte de dançar a dois e não vivem desta profissão, existem artistas completos que são dançarinos para show, coreógrafos, professores e dançarinos de baile, enfim talvez seja isto o motivo de grande confusão.
Felizmente ou infelizmente não atendi esta cliente, empresarialmente falando não foi correta a minha postura, levei o assunto para o lado pessoal.
Vivendo e aprendendo.

Elaine Reis é instrutora especializada em dança de salão da "Academia Pé de Valsa"- BH - divulgando a dança como forma de cultura, arte e lazer.

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Comentário sobre o texto: Relato enviado por e-mail à academia



Texto original : Texto: Relato enviado por e-mail à academia

por Professor de dança de salão

N.P.: O texto original está na cor preta em italico. O comentário está na cor vermelha.

Caro diretores,
Começo com a frase: apreender a dançar para quê?


Pra você se sentir bem com você mesma, pra você redescobrir seu corpo com ritmo, consciência, liberdade, expressão e acima de tudo com VIDA! Pra você conhecer pessoas, encontrar amigos e quem sabe um par na vida também. Pra você agradecer a Deus a inteligência no aprendizado, o dom de dançar, pra você agradecer a visão, o tato, o olfato... Pra você aprender ser criativa, sensual. Pra você redescobrir o feminino e a delícia de ser uma boa dama sem depender de um cavalheiro pra isso acontecer. Pra você sonhar com coreografias, se divertir em bailes e levar pra vida um pouco mais de alegria. Ou até mesmo pra você descobrir que dançar não é sua praia.

Se vocês me disserem que aprendo para fazer um social, me divertir e exercitar nas aulas, fugir da minha rotina maçante, ter consciência do meu corpo, equilíbrio e postura ou até mesmo interpretar o corpo do parceiro em vez de ser arrastada por eles, concordo plenamente. Mas na realidade quando entramos em uma academia de dança a nossa principal intenção é dançar em bailes e isto não acontece.

E eu discordo da afirmação. Muitas pessoas procuram a dança como atividade física e desestressante. Muitas mulheres ligam na escola e falam que quer é emagrecer e eu digo que o que emagrece é reeducação alimentar, regime ou até mesmo tratamento médico. É grande o número de alunos que não freqüentam bailes. Adoram fazer aulas, ir à academia aprender e depois seguir a vida. Tenho uma aluna que é apaixonada pela dança mas por motivos pessoais, nunca foi a baile! O objetivo de cada um com a dança é particular. A gente não pode generalizar. Eu mesmo entrei pra dança por recomendação médica, pra me livrar do stress causado pelo trabalho e acabei virando professor.

Como já tenho mais tempo de academia vejo o esforço em vão de vocês quando pedem os bolsistas para dançarem conosco e a má vontade com que executam esta tarefa e o encantamento quando estão dançando entre si. Por sua vez a maioria dos alunos está acompanhada e os outros dançarinos não tem muito interesse em dançar se já sabem que não vão conseguir segundas intenções.

Eu já penso que o problema está em cada um e na maneira como as pessoas se relacionam socialmente. O mundo hoje esta com as emoções em desarmonia. As pessoas não sabem mais fazer amizades e os valores estão cada vez mais individuais. Isso faz com que elas escolham com muito rigor como irão se envolver com os outros. Já o  Bolsista está lá pra ser o par daquele aluno ou aluna que foi à academia sozinho e pra aprender a dançar também. A outra "obrigação" dele seria dançar com alunas em baile, caso haja oportunidade.

Ir sozinho fazer aula numa academia onde se aprende a dançar a dois pode não ser a melhor opção, uma vez que o(a) aluno(a) estará sujeito(a) a dançar com o estorvo de bolsista que faz cara feia. Bolsista não é funcionario da escola remunerado. É dificil ter 100% de autoridade sobre ele. Não sei porque uma pessoa não consegue convidar alguém para lhe fazer cia para uma visita a uma aula de dança. Varias vezes sugeri para futuras alunas convidar alguém, quando essa reclama que é “sozinha”. Eu sempre digo: convide alguém! Irmão, primo, amigo, colega de serviço, pai, tio, conhecido tímido, amigo gay... Não é possível que uma pessoa não tenha nenhuma dessas opções por perto! Talvez realmente não tenha, mas.......

O Bolsista ás vezes faz raiva no aluno, assim como faz raiva na administração da escola, mas penso que um baile deveria ser o momento para o(a) aluno(a) sejogar! Um momento pra ir atrás de um desconhecido ou desconhecida e colocar em prova o investimento pessoal. Concordo muito com o texto da Fernanda sobre tecer teias.

Acho que os verdadeiros pés de valsa estão em extinção.

Sim, estão. Assim como as verdadeiras damas. Mas porquê ao invés da gente sair levantando essa bandeira, a gente não desperta cada um para o aprendizado saudável e edificador?

Tive a esperança de ir a uns bailes de outras empresas para ver se conseguia dançar. Foi pior. Descobri que os bolsistas de outras escolas nem olham para sua cara, em algumas, chegou o professor responsável pelo estabelecimento me chamou para dançar e no meio da música já estava fazendo propaganda para mudar de escola, sem ética nenhuma.

É natural que você não seja “a escolhida”, afinal de contas, os bolsistas já estão familiarizados com a prata da casa. É uma falha sim não receber você bem, mas a gente também tem que se fazer perceber. Procure saber quem é o dono da academia, diga que você é visitante e queria conhecer o pessoal da escola e dançar. Com bolsista ou com aluno, não importa. No corre-corre da organização sempre escapa um deslize, mas a gente tem de levar a vida numa boa, pra que o baile não seja um tiro no pé.

Lógico que não tenho conhecimento de todos os ritmos, mas em alguns já não faço feio.
Já li a cartilha do chá de cadeira, melhorou um pouquinho, mas muito aquém dos meus sonhos.


Aquém dos seus sonhos? Por acaso você não estaria com espectativas demais? De repente mudando o foco as coisas comecem a acontecer diferente. É muito fácil reclamar. Difícil é a gente reconhecer erros e mudar de postura pra ver se a vida se transforma. Mesmo que você não saiba todos os ritmos, com certeza você deve saber conversar. Aproveite a salsa ou o zouk que você não sabe dançar, pra ver as pessoas dançando, conhecer gente, conversar, retocar a maquiagem, comer ou beber alguma coisa na Cia de alguém que você tenha encontrado durante o baile. O Baile é pra dançar mas não é somente pra isso. Aprendi muito quando um amigo me disse: "Nunca espere nada de ninguém". O tempo passou e percebo certa coerência na fala dele.

Alguns de vocês podem pensar: "por que ela não arruma um namorado?" Já tentei a maioria era pé duro e dispensei.

Você quer um namorado ou um par na dança? Namorar alguém que não dança às vezes é legal. Pé duro!?? Você mesma disse acima “Lógico que não tenho conhecimento de todos os ritmos”. Essa frase me faz pensar que você se atrapalha em alguns. Pés duros normalmente se atrapalham na dança. E de repente, fazer um namorado “pé duro” pelo menos ter interesse em aprender é ponto marcado a favor. Muito preconceituoso esse seu comentário. Tanta gente procurando alguém legal pra namorar e você dispensando só porque a pessoa é um “pé duro”.

Caríssimos, eu só quero dançar e ponto.
Será?

Percebo que muitas mulheres queriam mandar este depoimento, mas não tiveram coragem. Somos responsáveis por uma porcentagem alta no que se refere à aula particular, fazemos diferença para a empresa.

Quem faz diferença é aluno bacana, que curte dançar sem reservas. Que faz amigos, que sorri, se interage, que acrescenta positivamente sugestões e críticas. Que assina seu nome na pista de dança mostrando que aprendeu direitinho e que valoriza o produto oferecido a ele, assim como valoriza com o próprio esforço, o dinheiro que investido para seu próprio bem. Me orgulho muito quando vejo alunos interessados e que valorizam a dança.Como arte e como profissão. É muito gratificante. Dá uma sensação de missão cumprida. É lógico que esse resultado é muito mais conquista do aluno do que do professor. Professor é somente a mão amiga.

Por favor, me dê uma solução?

Tente enxergar o mundo com outros olhos. Reflita bastante qual é o seu verdadeiro objetivo com a dança. Faça terapia, converse com amigos que você confie, leia muito, corra atrás e dance! Dance muito! As soluções para nossas aflições estão dentro da gente. Um ou outro profissional poderá talvez lhe acender a vela, mas quem segue iluminando o caminho é você. O cordão umbilical é cortado tão logo nascemos. Daí pra frente a parceria é com Deus ou com qualquer "Força maior" que valha.

Fica aqui um ditado que gosto muito. "Quem quer dá um jeito. Quem não quer, dá uma desculpa"

Aluna da Academia Pé de Valsa.

Professor de Dança de Salão

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Texto: Já sei dançar!

por Elaine Reis - Academia Pé de Valsa/BH/MG

A primeira música que passa pelo meu pensamento a respeito do fato que vou contar é a do filme “missão impossível”.
Tenho certeza que vários profissionais vão se identificar com esta cena, pois vire e mexe nos aparece uma criatura nas circunstâncias que vou contar a seguir.
Um aluno ou aluna vem à academia pedindo informação e diz com todas as letras que já sabe dançar. Ainda completa que não precisa entrar em turma de iniciante.
A minha vontade nesta hora é de virar um avestruz e esconder a  cabeça.
Normalmente estas pessoas viveram os anos dourados e realmente já se desenvolveram sozinhos em bailes. Como assistem, em seus eventos, a outros casais que fazem aulas em academias, se deslumbram na possibilidade de aumentar o seu repertório de passos.
Iniciando a conversação pergunto se já existe alguma experiência feita em outra academia, mesmo já sabendo a resposta: o aprendizado do cidadão foi conquistado na vida dançante.
Nesta hora respiro fundo e tento explicar a importância da base para conquista de movimentos mais elaborados, assim é a turma de iniciante seria a mais apropriada.
A maioria das pessoas, neste caso, fica decepcionada e incrédula sobre o nosso argumento.
Neste caso, caro leitor, só resta uma solução: colocar o cordeiro na jaula dos leões.
Só conseguimos nós fazer entender, quando colocamos o interessado para fazer a aula na prática, em uma turma mais avançada.
Nesta situação temos 50% a favor e 50%contra: ou o cliente sai envergonhado e nunca mais aparece, ou realmente ele sentiu a sua sinceridade e se torna um aluno “fiel”.

Elaine Reis é instrutora especializada em dança de salão da "Academia Pé de Valsa"- BH - divulgando a dança como forma de cultura, arte e lazer.

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Texto: Relato enviado por e-mail à academia.


por Elaine Reis - Academia Pé de Valsa/BH/MG

Relato enviado por e-mail à academia. Depoimento autorizado pela aluna e que pediu sigilo absoluto da sua identidade. Assim, seu perfil, idade, profissão e nome serão protegidos.Como acho que este assunto é de interesse dos representantes das escolas, aqui está o desabafo de uma mulher que já faz aula pelo menos uns quatro anos.

Caro diretores,
Começo com a frase: apreender a dançar para quê?
Se vocês me disserem que aprendo para fazer um social, me divertir e exercitar nas aulas, fugir da minha rotina maçante, ter consciência do meu corpo, equilíbrio e postura ou até mesmo interpretar o corpo do parceiro em vez de ser arrastada por eles, concordo plenamente.
Mas na realidade quando entramos em uma academia de dança a nossa principal intenção é dançar em bailes e isto não acontece.
Como já tenho mais tempo de academia vejo o esforço em vão de vocês quando pedem os bolsistas para dançarem conosco e a má vontade com que executam esta tarefa e o encantamento quando estão dançando entre si.
Por sua vez a maioria dos alunos está acompanhada e os outros dançarinos não tem muito interesse em dançar se já sabem que não vão conseguir segundas intenções.
Acho que os verdadeiros pés de valsa estão em extinção.
Tive a esperança de ir a uns bailes de outras empresas para ver se conseguia dançar. Foi pior. Descobri que os bolsistas de outras escolas nem olham para sua cara, em algumas, chegou o professor responsável pelo estabelecimento me chamou para dançar e no meio da música já estava fazendo propaganda para mudar de escola, sem ética nenhuma.
Lógico que não tenho conhecimento de todos os ritmos, mas em alguns já não faço feio.
Já li a cartilha do chá de cadeira, melhorou um pouquinho, mas muito aquém dos meus sonhos.
Alguns de vocês podem pensar: "por que ela não arruma um namorado?" Já tentei a maioria era pé duro e dispensei.
Caríssimos, eu só quero dançar e ponto.
Percebo que muitas mulheres queriam mandar este depoimento, mas não tiveram coragem. Somos responsáveis por uma porcentagem alta no que se refere à aula particular, fazemos diferença para a empresa.
Por favor, me dê uma solução?

Aluna da Academia Pé de Valsa.

Elaine Reis é instrutora especializada em dança de salão da "Academia Pé de Valsa"- BH - divulgando a dança como forma de cultura, arte e lazer.

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Texto: Mulheres

por Elaine Reis - Academia Pé de Valsa/BH/MG


Duas vezes por mês supervisiono dançarinos da academia para dançar em um clube de Belo Horizonte.
Destas duas vezes, uma é destinada a um projeto da maturidade e outro para todos os associados deste clube.
Serviço difícil, pois a quantidade requisitada de dançarinos é insuficiente em proporção a quantidade de mulheres desacompanhadas destes eventos, trazendo assim dois problemas sérios.
O primeiro deles é o desgaste dos dançarinos, que é enorme. O segundo são as insatisfações das damas, pois cada uma tem pouquíssima oportunidade de dançar mais do que duas vezes.
Apesar deste desabafo estou aqui desta vez para falar da vitalidade destas mulheres.
Os bailes da terceira idade são noventa por cento frequentados pelo sexo “frágil”. Qual será a fórmula? Será que encontraram a fonte da vida?
A maioria de salto alto, maquiadas, perfumadas, sempre atualizadas, observadoras e, principalmente, reivindicadoras.
Não deixam por menos! Qualquer discordância já vão para as assessoras do evento dar suas sugestões ou críticas.
Topam todo tipo de festa: brega, fantasia, desfile de modas, dia das bruxas, e se caracterizam de forma brilhante. Normalmente em bailes de academia fazemos festas temáticas e uns gatos pingados entram no clima da festa, não é mesmo?
Viajam sempre, a maioria viúvas e separadas. A tristeza é muito bem camuflada. Nos bailes essas poderosas estão sempre sorrindo. Um bom humor à flor da pele, algumas tomam a sua cerveja, e outras possuem um charme ao tocar seus cabelos cor de prata de dar inveja a muito brotinho.
Para estas pessoas que viveram os anos dourados, estes eventos devem trazer uma recordação maravilhosa de um passado glorioso.
Tenho inveja branca e espero que quando tiver o meu corpo desgastado pelo tempo a minha alma e o meu coração seja tão jovens igualzinho aos destas MULHERES.

Elaine Reis é instrutora especializada em dança de salão da "Academia Pé de Valsa"- BH - divulgando a dança como forma de cultura, arte e lazer.

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Texto: Aluno fiel ou não?


por Elaine Reis - Academia Pé de Valsa/BH/MG

Tema polêmico sobre o qual já tentei escrever três vezes. Todas as tentativas foram deletadas, e esta é quarta.
Quando o assunto mexe no bolso das pessoas, o tema é de grande complexidade.
Só tenho coragem de abordar este assunto depois de presenciar a tentativa de uma academia em BH de conseguir o pagamento trimestral de seus alunos, principalmente no final do ano.
Problema crônico que todas as escolas de lazer enfrentam e de fácil resolução se os alunos que estão conosco o ano inteiro tivessem o bom senso de não desistir das aulas no final e início do ano letivo.
Sabemos, como cidadãos, que ficamos mais ou menos quatro meses para pagar todos os impostos que nos são obrigatórios. Nós empresários da dança ficamos também nesta quantidade média por falta de pagamento das mensalidades.
A ferida nunca cicatriza sai ano entra ano o problema se repete.
Sempre tentamos falar com nossos alunos da importância da fidelização.
Novembro, dezembro, janeiro e fevereiro são meses que as pessoas não querem manter seus compromissos e assim a nossa existência como profissionais de dança sempre fica abalada.
Damos alegrias e prazer para as pessoas o ano inteiro e quando mais precisamos estas mesmas criaturas esquecem e não valorizam o nosso trabalho.
Como diz meu mestre consagrado Jaime: também temos o direito de tomar uma cervejinha nas nossas férias, não é mesmo?
Sou mãe de um rapazinho de 15 anos e sei da importância de pagar os doze meses da mensalidade do inglês, violão, colégio, transporte escolar... Aqui a questão não é luxo, mas sim sobrevivência de cada instituição ou pessoa autônoma.
Tenho certeza que, para os alunos, que por motivo de férias ou festa, tiverem que se ausentar das aulas a escola dará uma solução de reposição para cada caso.
Poderia falar aqui das despesas fixas, da ausência de décimo terceiro, do período restrito de férias, mas acho que todos possuem estás informações.
O mais triste desta situação que a maioria dos clientes que se ausentam voltam desejando a mesma turma ou o mesmo horário da aula particular. Muitas vezes estas turmas nem permanecem, por falta de quorum ou pior: a turma avançou e aquele aluno sumido quer entrar no mesmo nível que os demais. Pode?
A minha missão neste texto é conscientizar cada individuo que financeiramente não fará diferença em seu bolso se continuar tendo sua responsabilidade com a empresa que te trouxe e traz tanta alegria.
E, para academia, a união deste montante vai fazer muita diferença para continuar atuando no cenário da cultura de nosso país dignamente.

Elaine Reis é instrutora especializada em dança de salão da "Academia Pé de Valsa"- BH - divulgando a dança como forma de cultura, arte e lazer.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Texto: Perturbações na dança


por Elaine Reis e Regina Pessoa - Academia Pé de Valsa/BH/MG

Quem é professor sabe: independentemente da área e sem querer generalizar, muitas pessoas estão completamente perturbadas.
A dança de salão é um dos recursos que o individuo tem para socializar, melhorar a auto-estima, alcançar prazer, equilíbrio, melhorar a postura, a memória, etc..
Existem pessoas que estão desequilibradas na mente. Para isso é necessário procurar profissionais ligados à psicologia e à psiquiatria no intuito de preencher este vazio. O problema que percebo, às vezes: a própria pessoa não tem consciência da sua doença, e aí fica muito complicado para o instrutor e a escola.
Já tive alguns exemplos que nos desgastaram amargamente. Com os erros fomos aprendendo a lidar com diversas situações de alunos descompensados mas, mesmo com todos os anos de história, sempre aparece alguém para nos colocar a prova.
Alunos carismáticos a principio ganham a nossa confiança e, inocentes, deixamos que eles nos ajudem em determinados assuntos. Depois eles querem nos manipular de uma forma doentia, dar opinião em assuntos que não tem nada a ver com a sua alçada. Com calma tentamos conversar e explicar, mas em vão. Saem da academia revoltos e falando mal.
Outros nos deixam inibidos, pois confundem a atenção. Acham que queremos alguma coisa mais íntima. Explicar isto sem nenhum tipo de ofensa é complicadíssimo.
Existem ainda os que nos idolatram. Saem falando para Deus e o mundo como somos bons, atenciosos, dinâmicos de uma maneira completamente exagerada. Na maioria das vezes possuem uma dificuldade extrema em apreender, o tempo que possuem de aula é inversamente proporcional ao desenvolvimento como dançarino. Parece que eles necessitam de uma forma de compensação para justificar a sua dificuldade.
Ainda há pessoas que entram, pegam o regulamento e depois de algum tempo querem ser tratados com regalias e brigam por não conseguir o que desejam, sem limites nenhum.
Realmente nestes casos muitas vezes ficamos de pé e mão atados.
Em minhas orações peço a Deus todos os dias para que estas pessoas saibam escolher um bom profissional da área de que necessitam e, depois sim, procurar as academias.
Não podemos confundir área da saúde com área da cultura, mesmo sabendo que as duas podem se complementar.

Elaine Reis é instrutora especializada em dança de salão da "Academia Pé de Valsa"- BH - divulgando a dança como forma de cultura, arte e lazer.
Regina Pessoa é psicologa e professora de dança de salão da da "Academia Pé de Valsa"- BH.

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domingo, 27 de setembro de 2009

Texto: Exibicionistas

por Elaine Reis - Academia Pé de Valsa/BH/MG

Não vejo pessoas maduras se exibindo no salão. Será que é falta de fôlego? Acredito que a maturidade adquirida com os anos, conscientiza que a pista de dança é para todos.

É triste perceber que muitos alunos vão aos bailes das academias, lugar este que pelo menos uma ou duas vezes por semana estão presentes, e não possuem coragem na hora da festa de entrar na pista.

Através de anos de observação e orelha em pé nos comentários dos clientes, constatei que existe uma reclamação generalizada dos “pavões machos e fêmeas”.

Estas criaturas não possuem nenhum respeito e educação. Saem pisoteando que tiver na frente, querem mostrar com extravagância seus passos mirabolantes e salve quem puder.

Passos estes ampliados em força e espaço e que nem deveriam ter saídos das apresentações e shows. Quando percebem que tem alguém olhando, aí encrencou de vez. Os insensíveis nem tem a capacidade de perceber que a maioria dos olhares não é de elogios.

Será que é tal difícil reconhecer e entender que a pista é um lugar para todos. Sair empurrando as pessoas para ter espaço é de muito mau gosto. Um verdadeiro pé de valsa pode até aparecer, mas não será por cima de ninguém.

Sinceramente acho que essas pessoas são minorias, mas muitas delas deveriam está dando exemplo, pois se julgam profissionais de dança.

Gesticulações excessivas, caras e bocas em demasia, exagero crônico.

Menos é mais. A dança na sua simplicidade agrega e atrai multidões.

Os performáticos, apesar de ser minoria, denigrem a nossa classe.

Você já viu o efeito de um tomate pobre dentro da sua geladeira?

Elaine Reis é instrutora especializada em dança de salão da "Academia Pé de Valsa"- BH - divulgando a dança como forma de cultura, arte e lazer.

Texto: O desencontro encontrado

por Elaine Reis - Academia Pé de Valsa/BH/MG

O bar da empresa fica a frente da pista de dança, nestes dezoitos anos, imagino quantas horas já passei olhando os casais dançando. Graças a Deus já vi muita coisa, legal e desagradável.

Tudo faz parte, é mágico.

Nesta última sexta me chamou a atenção um trio. Posso dizer que já vi casos semelhantes, mas é a primeira vez que atrevo a comentar.

Uma das mulheres já foi aluna por um pequeno período, dois a três meses no máximo, saiu por instabilidade pessoal e comercial, pelos menos foi o que nos disse e tinha muita dificuldade. A outra loira beirando os cinqüenta, elegante e faceira. O rapaz era jovem, negro, alto, bem trajado, uma simpatia infantil. A minha intuição diz que ele deve ser um personal dancing.

Galera! Sabiam fazer vários passos, mas nenhum dentro do ritmo. Eles estavam na contra mal em todos os sentidos imaginados. Era incrível o que conseguiam fazer.

O mais perturbador que apesar todo o descompasso eles estavam sincronizados e felizes.

A felicidade deles era abrangente, brilhos nos olhos, não parava de dançar um minuto sequer, as duas mulheres saíram com os cabelos umedecidos e corpos suados.

Foi um momento único para mim, pois o belo muitas vezes pode está onde a gente não acredita que esteja.

Apesar dos meus olhos acharem a dança medíocre o meu coração se sensibilizou e emocionou com a alegria que eles estavam, era contagiante.

Muitos casais são tecnicamente perfeitos, tão certinhos que parecem robôs e não consegue expressar nada, outros são tão melódicos que fica até cansativo olhá-los dançar, pois a qualquer interrupção da música já temos a certeza que algo especial vai acontecer, assim o que era para ser detalhe passa a ser regra.

A verdade é que não existe verdade, cada um tem seu gosto e sua forma de interpretar e de enxergar, mas uma coisa é certa para mim, a felicidade que a dança irradia é igual a velocidade da luz, chega a você instantaneamente.

Elaine Reis é instrutora especializada em dança de salão da "Academia Pé de Valsa"- BH - divulgando a dança como forma de cultura, arte e lazer.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Benefícios que a dança me traz


Esse é um relato pessoal que não tem nada de científico.

Há muito venho refletindo que benefícios a dança poderia trazer a um pessoa e resolvi extrair o que ela trouxe de benefícios para mim.

Bem, a primeira coisa a notar foi que continuo em boa forma física; a dança não me forma atleta, mas também não me deixa perder a boa condição aeróbica que tenho. Depois, sinto que emagreço quando vou a um baile ou quando faço aulas durante toda a semana. São poucas gramas, mas me sinto mais magro.

Outro beneficio que sinto depois de alguma reflexão é a ansiedade. O controle que tenho da ansiedade cresceu bastante e hoje é muito alto. E isso se reflete em todo o meu cotidiano dia. Tudo que poderia vir a causar alguma ansiedade, consigo controlar com tranqüilidade.

Postura: essa ainda não adquiri 100 por cento, mas a cada dia descubro que ela será um grande benefício contra meu envelhecimento. Ao me corrigir posturalmente, estarei com certeza contribuindo para um melhor envelhecer.

Ouvir música: sempre “ouvi música”, mas nunca parei para ouvir música. Entender a sonoridade, entender o andamento, entender o ritmo. Para mim música era somente um som, hoje é música. E mais, comecei a gostar de alguns ritmos, que antes detestava ouvir, como samba e forró, até mesmo tango. Hoje, tudo é para se ouvir e sentir e entender. Talvez até o canto de um pássaro... Exagerei!

Socialização: nunca fui de ser muito social, mesmo porque a timidez me impedia bastante nesse aspecto. Mas o ambiente da dança é muito interessante nesse aspecto. Como dizia um aluno da Academia Passo Básico, que não sei o nome, mas dizia ele: a dança de salão é a única atividade que você conhece alguém já abraçado... ou algo próximo disso.

Diversão: esse é o benefício que sinto ser o mais direto e o mais satisfatório. Divertir ao dançar, sentir imenso prazer de estar ouvindo música, fazendo passos, rindo... É muito divertido.

Ah! Sim. Conforme o comentário da Valéria: outro benefício é que fazemos muitos amigos e se fazemos...

[]s
Wilson Milagres

Comentário sobre "Faustão: favorece ou denigre? - texto sobre dança de salão"


Olá!

Esse é um comentário publicado na postagem do "Faustão: favorece ou denigre? - texto sobre dança de salão" que resolvi publicar, pois é muito relevante. Obrigado Manda chuva cat pela postagem.

por Manda chuva cat

Favorecer ou denegrir na minha opinião, está nos olhos de quem vê.

Por um lado mostrar a 80 milhoes de pessoas que existem pessoas que cultivam o dançar a dois é positivo. O fato da "falsa propaganda" como diz a Elaine é algo que certamente pode ser trabalhado com o aluno pelo respectivo professor. Ser professor creio que tb é estar preparado para dizer a verdade ao aluno.

Quem é experiente no ramo como Mauro e Elaine sabem que os alunos são motivados a fazer aulas por diversos e complexos motivos. Cabe aos profissionais mostrarem que existe respeito, ética, e qualidade no ensino que na minha opinião me fariam aluno por bastante tempo.

Se alguém desiste no inicio ou meio do caminho ( Pq aprender a dançar nao existe fim para mim..sempre tem mais a aprender e reaprender )é porque a dança de salão está contida no quesito diversão, entretenimento... e nem todas as pessoas podem se dar ao luxo de manter a atividade.. Quem pode manter muitas vezes desiste pelo cansaço do dia de trabalho, pelos filhos, esposas, maridos e namorados... E quando os mesmos não dançam aí é um pouco pior... rss. No quesito qualidade podemos encontrar aquelas pessoas que desistem pelo corpo "duro e inexperiente" quando não conseguem acompanhar o ritmo da turma, outras por se sentirem timidas ou pouco a vontade em meio aos outros casais.

Tem aquelas que se entediam quando a turma não sai do "iniciante" ou quando a escola nao consegue manter a turma homogenea.

Ou seja, são tantos os motivos que podem fazer com que o aluno permanceça ou desista que imagino que muitas vezes um programa de televisão não seja tão responsavel por tantos problemas que a solução mais depende dos professores e seus metodos e ensino.

Entretanto os programas como Silvio Santos e Faustão me decepcionam nos momentos em que usam o termo "dança" que aborda tambem a Dança de salão brasileira, quando coloca pessoas com pouco conhecimento, que nunca dançaram num baile de verdade para avaliar as performances; Qdo mostra apenas coreografias e não a dança realmente conduzida e sentida no "improviso". Nao se mostra a relação dança, musica e casal; apenas movimentos performaticos,saltos e pegadas;

Qdo divulga artistas da própria emissora sendo que existem dançarinos "anonimos" que vemos nos congressos e nos bailes, integrantes de academias de todo o Brasil que poderiam emocionar de verdade esses 80 milhoes de expectadores.

Mauro e Elaine - Parabens pela reflexao e que a mesma não permaneça timida e desista de dançar !

[]s
Wilson Milagres