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sábado, 25 de abril de 2015

9 anos de Caçadores de Bailes BH

Olá!

9 anos de Caçadores de Bailes BH -http://orkut.google.com/c12388367.html
3 anos de Caçadores de Bailes BH-Facebook
Hoje, 25 de abril de 2015, é um dia especial para o site e blog BH Dança de Salão: é aniversário da comunidade (se hoje "viva", pois o Orkut fechou) Caçadores de Bailes BH (do Orkut). Essa comunidade foi a origem do blog e site BH Dança de Salão, e também da Comunidade substituta de mesmo nome no Facebook (já que o Orkut fechou).
Foi a evolução da Comunidade Caçadores de Bailes BH, no Orkut, que deu origem ao blog e Site BH Dança de Salão.
Mas, como tudo começou?
Bem, tudo isso começou aproximadamente no mês de abril de 2006. Eu já fazia aula de dança e incentivado pela professora a sair para dançar, comecei a pesquisar no ORKUT, nas comunidades de escolas de dança, onde poderia ter bailes para frequentar.
Bom, cansado de tanto procurar toda vez que queria sair para ir aos bailes, resolvi criar uma comunidade para cadastrar os bailes e que eu tivesse uma "agenda" rápida para consultar. Nasceu assim a Comunidade ORKUT “Caçadores de Bailes BH”. Veio logo depois a Comunidade “Dançar em BH - aonde ir”, onde cadastrei grande parte das casas de dança de BH. Era para ser um guia particular, sem nenhuma pretensão de divulgação pública.
Porém, uma amiga minha, a primeira a descobrir a "agenda" e se filiar à comunidade, começou a fazer "propaganda" da comunidade Caçadores de Bailes BH, e mais e mais pessoas foram se filiando até os números de hoje.
Um ano se passou e a repercussão da Comunidade Caçadores de Bailes BH foi crescendo, e de repente um problema surgiu em conjunto: e quem não tinha um perfil ORKUT, como saberia da agenda? Bem, não me ocorreu outra alternativa, senão algo como um site. Mas um site é complicado de ser feito (isso, na época). A alternativa que surgiu foi o BLOG. Nasceu então em junho de 2007 o BLOGbhdancadesalao.blogspot.com (hoje, bhdancadesalao.blogspot.com.br).
Mas agora, com todas as possibilidades se revelando, após 2 anos de Comunidade Caçadores de Bailes BH e de 1 ano de blog, e também dos recursos limitados dessas duas ferramentas, tudo isso impulsionou o surgimento do site/portal www.bhdancadesalao.com.br.
A ideia maior de todas essas ferramentas - comunidades, blog e site - é divulgar o que temos de dança de salão em Belo Horizonte. Aprimorar o entendimento da dança de salão como dança, esporte, terapia, passa tempo, formador de amizades e de tudo de bom que puder proporcionar.
Nesse site queremos ter fórum de discussão, artigos de dança de salão, conhecer ritmos e passos de dança e muito, muito mais. Também um espaço aberto para que todos nós possamos construir um dança de salão de qualidade em Belo Horizonte.

início do www.bhdancadesalao.com.br = 01 de setembro de 2.008
segunda edição do www.bhdancadesalao.com.br = 13 de março de 2.009
bhdancadesalao.blogspot.com.br - 4 de junho de 2.007
Caçadores de bailes BH - Orkut - 25 de abril de 2.006
Caçadores de bailes BH - Facebook - 25 de abril de 2.012

[]s
Wilson Milagres
bhdancadesalao.blogspot.com.br - 6 anos de muita informação
BH Dança de Salão.com.br - 4 anos de "muito sobre a dança de salão de Belo Horizonte"
Caçadores de Bailes BH (comunidade Orkut - grupo Facebook) - 9 e 3 anos de divulgação - onde tudo começou

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Texto: O ciclo da dança de salão em nossa vida

por Elaine Reis - professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa

Quem acredita que a dança é apenas uma forma simples de entretenimento está completamente enganado.
Tribos de todas as esferas já utilizavam rituais de dança para agradecer, exaltar, pedir a séculos!
Dança a dois está presente em várias fases de nossa existência, e tem a capacidade de envolver os membros principais do nosso campo de convívio.
Vamos começar citando as festas de quinze anos e a preparação da dança pela debutante: a valsa não está “démodé”, mas independente do ritmo escolhido, o mais importante são as emoções envolvidas. Família e amigos reunidos, presenciando que um ser amado cresceu e através da dança compartilha esta alegria e dádiva dançando com o pai, avós, tios, padrinhos, primos, amigos e namorado.
Os jovens, sempre muitos hormonais com a pulsão natural da vida, encontram amigas e namoradas em eventos de forró, samba e para quem sabe dançar nestas horas a diversão é garantida.
O tempo passa e noutro momento especial a dança de salão está presente: o casamento. Casais apaixonados preparam com muito carinho, através de uma música que faz parte de sua história, movimentos interligados como expressão de amor e transmitem esta magia para seus convidados e parentes.
O tempo não para e casais maduros procuram uma atividade prazerosa a dois, que lhes façam sair da rotina e mais uma vez a dança social está presente. Neste meio, fazem amizades com outros casais, aumentam os seus eventos sociais e principalmente a cumplicidade de um com o outro. Outros casais querem reviver e reafirmar o momento que optaram por viver juntos e em suas bodas (25, 30, 50 anos de casado) também preparam uma linda coreografia!
Aqui vale ressaltar que muitas pessoas solteiras, por opção ou circunstância, também encontram na dança o poder de levantar a estima e interagir e convenhamos, a quantidade de mulheres nesta situação em toda faixas de idade é enorme.
A terceira idade, sem sombra de dúvida, é a mais privilegiada nesta modalidade. Por recomendação médica, esta faixa de idade necessita de atividade diária de baixo impacto e aí meus caros leitores, a dança de salão não tem preço!
Senhores e senhoras se enfeitam, passam perfume, colocam sua melhor roupa, e deslizam nas pistas de dança com um sorriso de fazer inveja a muitos jovens.
Muitos já perderam seus companheiros por morte ou por divórcio, mas a necessidade, principalmente para as mulheres, fez com que aparecesse o personal dancing e problema resolvido.
Seres humanos precisam de sorriso, contato, equilíbrio, disciplina, saber orientar e ser orientado, ouvir e ser ouvido e principalmente servir. A dança de salão permite alcançar vários objetivos de forma lúdica. Além disto, juiz de direito dança com faxineira, letrado dança com semi analfabeto, jovem com idoso. É o segmento mais democrático que conheço. As pessoas que ainda não conhecem a dança de salão deveriam se permitir e sonhar ser um grande pé de valsa!
Ouvir a música, fechar os olhos e rodopiar no sentindo anti-horário nas pistas... a dança transforma a vida da pessoa.
Falando em rodopiar, acabo de me lembrar do movimento circular do espermatozoide em volta do óvulo. Esta é realmente a primeira DANÇA.

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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Texto: Coragem

por Elaine Reis - professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa

Sou do sexo feminino em todos os sentidos, Deus me fez assim!
Mas isto não me isenta de sentir a dificuldade masculina na dança de salão, talvez eu tenha dentro de mim um lado deste sexo também aguçado.
Sinto uma profunda necessidade de ajudar, principalmente em ensinar a ter coragem em vários momentos no mundo da dança de salão.
Parece simples e fácil, mas não é!
Como ensinar a passar fronteiras um cavalheiro se dentro a pessoa está se proíbe por diversos fatores.
Exemplificando:
Como abordar uma dançarina para dançar que já brilha nos salões de dança da vida.
Como abordar uma dama que você quer dançar e já esta acompanhada por amigo, namorado e marido.
Como abordar um par para dançar que você admira como mulher e tem segundas intenções.
Como abordar uma deusa para dançar se ainda sente pequeno em frente a um gigante!
Algumas palavras me passam pela cabeça. A primeira é CORAGEM!
Não tenha medo de levar um “toco” como diz meu filho de 19 anos (Mateus).
Arrisque sempre......
Caia, desequilibre, tropece, saia do ritmo, sorria amarelo, mas sempre com coragem.
Tenha coragem de se reerguer e começar tudo de novo. Nada que mil vezes não resolva.
Tem algumas coisas que você não pode fazer jamais:
Iludir, contar vantagem, se esquivar e prometer o que não pode ainda cumprir. Não faça propaganda, lembre do conceito do mineirinho: “ come gueto”.
Quem sabe não faz alarde, apenas executa.
Seja honesto consigo mesmo, escute seu coração e não fuja. Você pode, você consegue se no fundo você for sincero e entregar plenamente á música e a seus sentimentos mais profundos e aliar com o aprendizado de seus mestres.
Agradeça sempre, esta experiência é mágica. Tudo tem lado bom e lado ruim, como uma moeda. Como saberemos da alegria se não sentirmos a tristeza.
Viva e dance....dance....dance.


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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Texto: Experiência única

por Elaine Reis - professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa

As memórias às vezes nos enganam, mas acho que o que vou relatar aconteceu na seguinte ordem: Há muitos anos, fui chamada por Baby Mesquita para dar aula no Clube do Sargento. Nesta época, ainda não existia a extinta escola Primeiro Passo, e muito menos a Mimulus e o Pé de Valsa.
Por sinal, a ordem cronológica das primeiras academias de dança de salão em Belo Horizonte está citada acima.
Trabalhei um pouco com esta mulher visionária e depois, por questões pessoais, resolvi trabalhar com Carlinhos e Raquel em um Bar na Avenida Afonso Pena que chamava Brooks, se não me engano.
O tempo passou, inaugurou-se a Mimulus  e depois de um ano o Pé de valsa surgiu.
Desde esta época, tenho contato com a Baby e trocamos experiência. Que a verdade seja dita: tenho certeza que mais aprendi do que ensinei.
Sempre brinco com ela que seu filho Jomar tem que "ajoelhar no milho" em agradecimento à sua parceria de trabalho e... quem dera se todas as empresas de dança de salão tivessem uma Baby em suas vidas!
Concorrentes leais somos, a ponto de ser convidada para expor meu livro em sua respeitável nacional e internacional academia Mimulus. No meio do baile, esta mulher maravilhosa pediu silêncio e elogiou o livro e a minha pessoa! Estas palavras não têm preço.
Momentos como esse - em que a união faz a força para elevar a nossa arte de dançar a dois em um patamar de qualificação e respeito - nos dá motivação para continuar o nosso trabalho com dignidade e esperança!.
Além disto, dancei com cinco dançarinos maravilhosos (Léo, Antônio, Eduardo, Fernando e Kelvin). Espero não ter esquecido ninguém.
Tive o prazer de conhecer a neta da Baby, Nina, filha de Jomar e Paulinha e ainda alunos locais e de outros estados que já aprenderam com mestres consagrados a transformação da dança de salão em suas vidas.
Obrigada Mimulus, Jomar e equipe, e principalmente, obrigada Baby!
Aqui fica registrada minha eterna gratidão...

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Texto: Quanta inocência

por Elaine Reis: proprietária e professora de dança de salão da Academia Pé de Valsa

Quando se é jovem, tudo é perfeito e a doce ilusão de que nada pode te acontecer é uma realidade absoluta. E as experiências dos mais velhos não são escutadas....
Uma vez li que as pessoas inteligentes aprendem com seus próprios erros e os sábios aprendem com erros dos outros. Quem dera que fôssemos sábios...
Estou careca de falar para quem está em processo de formação na dança de salão, ou melhor, para quem almeja no fundo da alma trabalhar com a arte de dança de salão para ter foco!
Muitos entram deslumbrados com as apresentações, aplausos, etc, mas desconhecem (com raríssimas exceções) que o nosso sustento se dá através do  ensino desta atividade, e não dos shows/espetáculos.
Os iniciantes e sonhadores, na flor da idade, fazem loucuras em seus corpos com ensaios frenéticos para apresentações de dança sem nenhuma preparação corporal. Não têm noção da consequência.
Nós só começamos a perceber certos membros e músculos do corpo quando eles começam a doer. Isso é uma realidade tão óbvia e tão esquecida... depois não adianta reclamar. Nosso presente é reflexo do nosso passado.
Descrevo agora a seguinte cena: ano 1996, quinto ano de aniversário da Academia Pé de Valsa, banda ao vivo Super Som C&A, companhia do mestre Jaime Arôxa, (Bianca, Adílio, Renata, Cristóvão, Drica, Érico, Raquel, Rogério, etc), turma da pesada.
Nesta época, não se fazia nenhuma preparação de fortalecimento muscular e, como de costume, tínhamos preparado exaustivamente uma apresentação de dança.
Tirando a tremedeira de dançar antes do mestre e sua bárbara equipe, o cansaço de preparar os detalhes do evento o dia inteiro e o medo da fiscalização do ECAD que consome o seu lucro, só faltava respirar fundo e se concentrar na apresentação.
Fácil não foi e, desta vez, uma queda no final da apresentação...!
Diagnóstico: fratura por stress no metatarso nos dois pés, no mesmo dedo. (Pelo menos, caí equilibrada, rsrsrs! Só rindo mesmo!). Resultado: um mês e meio com duas botas, sem dar aula, filho com um ano e meio e muitas visitas dos alunos queridos.
Hoje, depois de 17 anos, sinto os meus pesinhos todos os dias e... dou graças a Deus de ainda poder dar aula!
Enfim, pessoas que querem trabalhar com dança de salão: foquem, pensem, cuidem! Você agora é a semente de seu futuro e também a perpetuação da nossa arte.


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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Texto: A valorização começa em frente ao espelho

por Elaine Reis - professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa

Na minha empresa, gosto e faço questão de fazer uma parte do serviço administrativo: tirar notas fiscais, contabilizar o estoque do bar, fazer o caixa de pagamento dos alunos, atender telefonemas, enfim, a rotina diária há anos. E o faço com muito orgulho!
Um dia desses, recebi uma ligação que me faz questionar sobre a prestação de nossos serviços. A mulher se identificou como secretária de uma grande universidade particular. Prefiro não citar o nome, mas sei da existência desta faculdade em várias capitais brasileiras. Diz que foi indicada por uma ex-aluna que na hora reconheci quem era, apesar da mesma ter saído da academia há muitos anos. Por sinal, foi uma aluna muito querida da época.
Disse que a faculdade faz um trabalho com a terceira idade e soube que eu tenho um trabalho parecido e que necessitava de minha ajuda.
Um arrepio me passou pelo corpo ! (Acho que, no fundo, já sabia que não ia gostar nadinha...) Fiquei em silêncio, respirei fundo e ela continuou.
Disse: "Tenho um evento em novembro com mais ou menos 280 pessoas, na maioria mulheres e gostaria que seus dançarinos viessem animar a festa, se possível uns 10."
Eu, ainda em silêncio, e ela continuou relatando que não tinha verba para pagar o serviço e que tinha uma ótima contraproposta para me oferecer. Disse que eu poderia fazer uma divulgação, colocando banner, panfletos, propaganda da academia na faculdade.
A minha vontade era de falar tanta coisa, mas só respondi perguntando: "qual é a data da festa?"
Ela disse a data e, para meu alívio, o baile seria em uma quinta-feira. Expliquei que não poderia atendê-la, pois era dia normal de trabalho da escola de dança e os dançarinos estavam ocupados.
Pensei com meus botões: "Graças a Deus, desta já estou livre!"
Para a minha frustração, o diálogo continuou......
A secretária disse: "Que pena... Então você poderá me ajudar de outro jeito. Tenho uma palestra na semana que vem para este mesmo projeto e você poderia mandar, mais ou menos de dois a três casais para fazer um apresentação abrilhantando a solenidade, e traga alguns cartões e panfletos para fazer propaganda, pois, como disse, não temos verba para remuneração."
Mais uma vez respirei fundo e fiz questão de responder com muita calma, o que normalmente não é de meu feitio: "Cicrana, não quero parecer indelicada, mas a minha experiência já me mostrou que proposta de parceria como esta não traz nenhum resultado positivo para a academia. Além disto, teria que contar com a boa vontade de vários profissionais que levam muito a sério o seu trabalho. Agradeço a sua oferta, mas não é de nosso interesse."
A mulher ficou brava e eu senti a sua raiva do outro lado da linha ao desligar o telefone.
Muitos, muitos “profissionais” aceitam este tipo de permuta. Então não podemos reclamar, pois esta é uma realidade.
Gostaria de ressaltar que trabalhamos sem remuneração para eventos beneficentes que acreditamos na causa e nestas ocasiões não esperamos nada em troca.
Quando somos tratados sem respeito por muitas pessoas e entidades não consigo parar de pensar nas horas gastas para criar uma coreografia, dos ensaios maçantes dos dançarinos para ficar perfeito, nas contusões praticamente que diárias, nas fisoterapias intensivas, na compra de antiflamatórios e analgésicos, na pesquisa do figurino, na procura dos tecidos e aviamentos, nas despesas com transporte, alimentação, na necessidade de ter um bom calçado, perfume, lenço, um figurino que atenda o traje de cada evento, nas aulas de aprimoramento constante e na dignidade de viver de arte e dança.
Somos responsáveis!
Você já se olhou no espelho hoje?


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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Vencedores do VIII Baila Duo de Florianopólis

Informe: Vencedores do VIII Baila Duo - Concurso de duplas de dança de salão

Carolina Parpinelli e Edgar Fernandes, de São Paulo, venceram o VIII Baila Duo – Concurso de Duplas de Dança de Salão, ontem (02/06) à noite, no centro de convenções do Majestic Palace Hotel. A competição foi realizada antes da festa de encerramento da XII Mostra de Dança de Salão de Florianópolis – Baila Floripa 2013, que reuniu centenas de participantes de diversas regiões do Brasil e do exterior desde quinta-feira (30/05) para uma programação de workshops, aulões, espetáculos em teatro, bailes e encontro de ideias.
Aproximadamente 350 pessoas assistiram à apresentação de dez casais: um de Curitiba, um de Porto Alegre, um de Itajaí (SC), três de Florianópolis e quatro de São Paulo. Alguns bailarinos eram estreantes em campeonatos, porém a maior parte já havia concorrido em disputas semelhantes e festivais pelo Brasil, por vezes, obtendo classificação. Coordenado por João Biasotto e Marlon Marian, o Baila Duo foi dividido em duas baterias eliminatórias com cinco duplas em cada uma. A primeira iniciou às 21h50 e a segunda às 22h12. Os candidatos foram avaliados em uma sequência de ritmos sorteada na hora: salsa, tango, zouk, bolero e samba.
Os intervalos entre as baterias foram animados pelo educador físico, músico e professor de dança Luiz Alberto Simas, o Luiz Negão, que faz shows de humor pela Grande Florianópolis e divertiu a plateia com o personagem Pablo Flanela. Às 23h07, cinco casais retornaram ao salão panorâmico para a etapa final, obedecendo a mesma ordem de ritmos. E às 23h25, a presidente da Associação Catarinense de Dança de Salão (Acads), Aline Menezes, anunciou os campeões: Carolina Parpinelli e Edgar Fernandes, de São Paulo, em primeiro (nota 8,94); Bárbara Rodrigues e Diego Maia, de São Paulo, em segundo (nota 8,84); Julia Weiss e Nando Berto, de Florianópolis, em terceiro (nota 8,77).
A comissão julgadora foi composta pelos bailarinos e professores Alex de Carvalho e Robertinha Stephanie, do Rio de Janeiro; Anna Elisa, de Brasília; Parker Dearborn, dos Estados Unidos; e pela coordenadora do único curso de pós-graduação em dança de salão do Brasil, Gracinha Araújo, da Faculdade Metropolitana de Curitiba (Famec). Eles avaliaram os quesitos criatividade, harmonia do casal, expressão corporal, figurino, técnica, musicalidade e deslocamento pelo salão, durante dois minutos em cada ritmo. O repertório ficou a cargo do dançarino Jota Junior, de São Paulo, DJ da festa.
Como premiação, os vencedores receberam R$ 2.000,00, pacote completo para o Baila Floripa 2014 e vaga garantida para a mostra oficial do ano que vem, pois atingiram nota média superior a oito na bateria final. Os vice-campeões ganharam pacote completo com hospedagem e alimentação para o 7° Baila Costão, que ocorrerá de 25 a 28 de julho, no Costão do Santinho Resort & Spa, em Florianópolis. E a terceira dupla classificada levou um pacote completo para o Baila Floripa 2014.

Concorrentes
*Carolina Parpinelli e Edgar Fernandes (São Paulo) – 1º lugar (primeiro casal na foto - esquerda para direita)
*Bárbara Rodrigues e Diego Maia (São Paulo) – 2º lugar (segundo casal na foto - esquerda para direita)
*Julia Weiss e Nando Berto (Florianópolis) – 3º lugar (terceiro casal na foto - esquerda para direita)
*Alessandra Tavares e Deny Ronaldo (São Paulo) – finalista
*Letícia Bernardes e Daniel Lessa (São Paulo) – finalista
*Isis Duda e Vinicius Basílio (Curitiba)
*Jaila Polidoro e Nathan Pereira (Itajaí/SC)
*Sabrina Stahelin e Jean Castro (Florianópolis)
*Sofia Gonzalez e Guilherme Serpa (Florianópolis)
*Tracy Freitas e Matheus Espinoza (Porto Alegre)



Os campeões
A paulistana Carolina Parpinelli teve seu primeiro contato com a dança coreografada em 2003, quando seus pais contrataram um professor por causa de sua festa de 15 anos. Assim, entrou direto para a dança de salão. Paralelamente, passou a frequentar aulas de jazz e balé, mantendo o estudo do segundo até hoje.
Em 2006, participou do Dançando a Bordo, projeto da empresa Costa Cruzeiros que programa roteiros pelo litoral brasileiro com agenda diária de aulas e espetáculos de dança. Foi lá que conheceu o primeiro parceiro artístico, com quem se apresentou por cinco anos, passando inclusive a integrar o elenco da empresa de navegação, entre 2007 e 2009.
Com tantas atividades, ela ainda cursava a faculdade de gastronomia do Centro Universitário Senac, onde formou-se há quatro anos. Atuou muito pouco nesta área e abraçou de vez a vocação de dançarina, uma mistura de necessidade e paixão que a levou até para o exterior, exibindo a sua arte durante dois meses em Seul, na Coréia do Sul.
Edgar, também com 25 anos, nasceu e morou em Florianópolis até os 22, quando se transferiu para São Paulo em busca da carreira de bailarino nos grandes centros. Aprendeu a dançar ainda adolescente com os mestres Aline Menezes e Luiz Kirinus, chegando a fazer parte da Kirinus Cia. de Dança. Na capital catarinense, buscou formação também com os professores Cacá Rögelin e Guilherme Rocha, Lidiani Emmerich e Gabriel Ferreira.
Logo ao chegar no território paulista, em 2010, ingressou no Clube Latino, com o qual percorreu o País, apresentando-se em espetáculos, eventos e programas de televisão. No ano seguinte, conheceu Carolina em um baile. Era a origem de uma nova parceria que iria se projetar pelo Brasil rapidamente. Ela acabou entrando para a companhia, onde permaneceram até 2012.

Talento
Edgar dominava os ritmos caribenhos, com ênfase na salsa; Carolina já se destacava no tango. O primeiro passo para equilibrar a dupla foi pesquisar os diversos tipos de dança. “Estudamos todos os gêneros para agregar técnicas e direcioná-las para a dança de salão, até a composição coreográfica”, explica ele. Segundo ela, o balé, que ambos praticam em paralelo, por exemplo, permite trabalhar a flexibilidade, linhas de pernas e de braços.
Em 2011, decidiram provar um campeonato e inscreveram-se no Baila Duo por diversão e experiência. Entre os nove casais concorrentes, classificaram-se em sexto lugar. Perceberam, então, que as chances de ganhar eram concretas e se dedicaram o ano inteiro para a edição seguinte. “Foi um divisor de águas. Daí, a gente começou a dançar todos os ritmos”, lembra Carolina. Em 2012, por uma diferença de um centésimo na pontuação, ficaram em segundo lugar entre os sete candidatos. A perseverança se confirmou na noite de ontem, quando conquistaram o título. “Ganha o Baila Floripa o dançarino que for o mais completo, tem que saber dançar tudo”, resume ela.
Os concursos de alto nível técnico já são comuns na pauta da dupla. Ano passado, entre doze inscritos, venceu o gênero dança de salão contemporânea do Prêmio Desterro – Festival de Dança de Florianópolis. No último dia 30, faturou a primeira batalha de zouk do mundo, durante o Zouk Day, em São Paulo, contra sete casais na categoria profissional. No programa “Got Talent Brasil”, manteve-se até semana passada, depois de sair dos três mil candidatos inscritos com alguma espécie de talento até os 48 que serão avaliados para a semifinal, figurando como a única atração de dança de salão.
Trabalhando na Solum Escola de Dança – ela há sete anos, ele há um ano e meio –, os bailarinos também criaram a marca Effect Dance, por meio da qual agenciam seus próprios shows, lançam produtos e promovem eventos, como a Mostra Competitiva Coreográfica de Dança de Salão de São Paulo, cuja segunda edição ocorrerá em setembro próximo, e o espetáculo “Efeitos”, estreado em 2012. O próximo compromisso será um baile para comemorar diferentes aniversários numa data só, 15 de junho: os dez anos de carreira de Carolina, os dois da parceria da dupla e a troca de idade de ambos (ele dia 5, ela dia 16).

Assessoria de comunicação:
Marcos Reichardt Cardoso (SC 0461 JP)
marcosreichardtcardoso@yahoo.com.br
(48) 9972-0991
Foto de Leandro Martins/Divulgação


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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Texto: Regra e excessão

por Elaine Reis - professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa

Faço muitas brincadeiras quando estou dando aula, principalmente se for coletiva. Assuntos sérios muitas vezes são colocados de uma forma engraçada e lúdica e também coloco uma pitada de malícia.
Nesta última semana, estava convidando os alunos para prestigiarem um determinado baile da academia e pedi com muito carinho que os cavalheiros da turma comparecessem, pois os bolsistas iriam trabalhar como personal dancing em outro evento. Não é legal quando coincidem festas no mesmo dia, mas infelizmente estas coisas fogem do nosso controle.
Cheguei a implorar a presença dos alunos do sexo masculino e um deles me perguntou: "Professora, porque as mulheres só estão dançando duas músicas? Será que elas estão achando que a terceira música engravida?"
Risadas de todos os lados surgiram, os tímidos arregalaram os olhos, e eu dei uma boa gargalhada. Na mesma hora, perguntei aos outros cavalheiros se este fato era comum e eles responderam que sim. Pensei na mesma hora: a exceção está virando regra, que loucura...!
A empresa Pé de Valsa é bastante solicitada para atender a demanda de clubes e festas particulares para o serviço de personal dancing. Nestes casos, como o número de mulheres é gigantesco, foi estipulado a regra que cada dançarino só pode dançar duas músicas com cada dama, pois assim consigo atender a grande demanda.
Não tinha conhecimento que, por causa desta regra, as próprias mulheres estavam se privando de dançar mais tempo com um cavalheiro “normal”.
Meu aluno mostrou-me uma realidade que até então desconhecia, senti que ele estava se sentido um pouco preterido, pois achava que a dama não estava gostando de dançar com ele, pois já na segunda música parava de dançar... Ai Jesus!
Cavalheiros e damas, podem dançar quantas músicas tiverem vontade! Afinal, a exceção não pode virar regra!
Eu, como mulher casada, danço duas músicas; é um critério que podemos dizer que fica na zona de conforto para meu relacionamento de 21 anos. Não deixa de ser uma outra exceção, não é mesmo?
Sei que nas milongas existem outras regras. Tanda é uma sequência de três a cinco músicas (valsa, tango ou milonga) de uma mesma orquestra e cortina é uma música de ritmo diferente para quebrar esta sequência. Normalmente, na cortina os pares são trocados; dentro de uma tanda os pares são os mesmos.
Cavalheiros e damas, podem dançar quantas músicas tiverem vontade, com a consciência de respeitar a cultura e a situação do local. E muito cuidado para a exceção não virar regra!

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Texto: Emoções sobre "Entre - Espetáculo Mimulus"

por Elaine Reis - professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa

Entrei, arrepiei e saí em estado de êxtase! Sentimento alcançado por causa de tantos fatores, que não sei se tenho competência para comentar, mas, como dizem que sou muito corajosa, aqui está.
Primeiro a minha gratidão particular por me proporcionar um momento ímpar, meu sinto muito por a classe da dança de salão não exteriorizar esta comoção, em sua maioria.
Por onde começar? Bem, o trabalho criativo é impecável. As imagens, a percepção sonora, o figurino, a plasticidade dos movimentos, a leveza de acabamento dos dançarinos, ficarão em meu pensamento para sempre.
Como esquecer o pulsar acelerado do meu coração quando sentia a diferença musical quando os anjos, ao dançar, tocavam e entravam no tablado vermelho?
Como esquecer o piscar dos meus olhos ao perceber que até a cortina do fundo do cenário saiu dançando?
Como esquecer que um simples tablado vermelho se torna uma máquina de efeitos, escorregador, corda de equilibrista ou até barra de ginástica olímpica, uma cama sedutora, uma rua de acesso dinâmico, um banco de acento múltiplo e até um caixão? (Será que viajei demais na maionese?! Rsrs!) Bem, pra mim, a arte é isto, sentir sem ter culpa!
Como esquecer o arrepio de meus cabelos ao sentir o calor da luz de um objeto que não tenho palavras para definir?
Dançarinos maduros com plena consciência de sua responsabilidade e de sua escolha profissional, capazes, ferozes, astutos e principalmente com uma capacidade de transmitir amor no sentido mais pleno desta palavra, doação. Doação à arte!
Saí orgulhosa de ver artistas mineiros expressando e representando tão bem a nossa cidade, estado e Brasil!
Sou uma cidadã comum que trabalha para cidadão comum, sem falsa modéstia com muito orgulho, amor e dignidade e digo: vocês são artistas de primeira grandeza.
Parabéns Baby, Jomar e toda a casa Mimulus!


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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Texto: Odontologia: Sorriso! Dança de Salão: Toque!

por Elaine Reis - professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa

A odontologia tem a missão de formar profissionais que cuidam de um dos maiores poderes que o homem possui: o SORRISO.
O poder do sorriso move montanhas. Sorriso demonstra educação, traduz um estado de espírito e também é uma forma de comunicação bastante relevante para a evolução de nossa espécie. Aliás, importante ressaltar que o ser humano é o único animal que sorri.
Portanto, a importância deste profissional “deveria estar escrito nas estrelas”!!!!
Mas nem tudo são flores. Todo trabalho provoca um desgaste físico e psíquico - dependendo do trabalho, menor ou maior - àquele que o realiza.
Dessa forma, a prática odontológica provoca estresse físico (coluna, ombros, braços) e mental. Existem fatores que contribuem para a existência dos problemas físicos: falta de intervalos entre atendimentos, falta de alongamento, longa jornada de trabalho, postura inadequada.
Quanto aos problemas mentais, estes são provocados por alguns fatores, dentre eles: a vivência diária em um ambiente normalmente muito pequeno (sala de atendimento), focado em uma parte ainda menor: a boca do paciente. Ou seja, exige-se muita concentração durante um longo período de tempo. Outra questão é fato de o diálogo e a troca de informações com o outro nesta profissão ser quase mínima, já que o paciente na maioria do tempo não tem condições de falar; isto sem contar que no imaginário coletivo já existe uma repulsa ao barulho do 'motorzinho do dentista' gerando, infelizmente, uma aversão ao toque.
Aliado ao sorriso, o TOQUE é outro grande poder, quando vem associado à sensação de paz, segurança e conforto. E este toque pode ser adquirido na dança de salão (também chamada de dança social), podendo ser um grande aliado ao cirurgião dentista.
A dança de salão é uma atividade importante que tem a capacidade de harmonizar os principais aspectos que necessitamos para termos uma boa qualidade de vida em várias áreas: social, ambiental, física e emocional.
O toque, o sorriso, os movimentos corporais e a música são perfeitos para ajudar a aumentar a nossa imunidade, muitas vezes ameaçadas pela profissão.
Quando dançamos a dois, aliamos os passos trazendo uma consciência corporal provocando a melhoria da postura de uma forma lúdica. Quando rodopiamos pelo salão, nos sentimos livres no espaço e no tempo.
Braços entrelaçados, conversas com risadas, contato com alegria, tudo isso emana uma paz interior que beneficia principalmente quem busca uma explosão de sensações, normalmente aprisionada pela conjuntura da vida.
Nada mais merecido para o profissional que é responsável pela beleza do sorriso de também ter o direito de sorrir ao tocar a sua alma com os benefícios de movimentos sincronizados, liberdade de improviso, música estimulando a expressão de sentimentos. Enfim, muita dança de salão que tem o poder de mudar o seu humor e principalmente a sua rotina
Siga seu impulso na batida do seu coração!


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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Texto: Dance bem, dance mal, mas dance sempre!

por Elaine Reis - proprietária e professora de dança da Academia Pé de Valsa

Primeiro texto de 2013!
Reverencio e, desde já, agradeço a oportunidade de mais 365 dias de aprendizado e conquistas neste novo ano! Bem, assim espero e creio!

Na noite de reveillon, tive a chance de ficar analisando a atitude de vários casais dentro de um evento gigantesco com diversos ambientes de dança.

No ambiente de cabeça de prata, basta começar os primeiros acordes da banda que os casais já estão a postos em seus rodopios pelo salão, sem timidez. Personagens que viveram os anos dourados são capazes de ficar a madrugada inteira com seus passos adquiridos pela vida ou por escolas especializadas. Os pares que dançam sem medo dos espectadores de plantão os poucos passos que sabem, com uma resistência de dar inveja a muitos maratonistas.

Num ambiente familiar, crianças tropeçam nos pés das cadeiras e mesas espalhadas em um espaço gigantesco. Mulheres e mães chegam com tábuas de frios, vasilhas de nozes, damasco e taças e garrafas de vinho, champanhe. Banda eclética com repertório musical maravilhoso: grandes orquestras, um pout porri das décadas passadas, rock, samba, forró, axé, funk, música sertaneja e internacional atualizada. Enfim, nesta mistura maravilhosa, as pessoas deste ambiente chegam comportadas em relação a dança, mas a energia musical é tão grande que em pouco tempo já levantam da cadeira e ficam a beira da mesa sacudindo seus esqueletos.

Ao passar o tempo, com um pouco de bebida no corpo, os casais se abraçam, beijos modestos aparecem e uma mini simulação de dança a dois aparece. Mesmo simples, estes movimentos corporais são bonitos e de uma energia contagiante.

Entre estes dois públicos, os cabeça de prata e as famílias , aparecem os adolescentes trançado como um cometa, com vodka absolut na mão, divididos entre o ambiente de música puramente eletrônica e a banda com repertório nacional atualizado. Beijos ardentes e apaixonados, vestidos coladíssimos, saias curtíssimas, risadas altas, brincadeiras já alteradas pelo álcool e, no meio desta animação, corpos suados se beneficiam na delícia de dançar um samba e um forró ainda mais grudadinho.

Para completar esta magia, chega passando por todos os ambientes uma bateria de escola de 
samba. Os musicistas passando ao seu lado com suas passistas desnudas e com corpos perfeitos, o surdo no compasso de seu coração. Não há como um cidadão não gingar! Aí me lembro de um trecho da música "Samba da minha terra" de Dorival Caymmi: "Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé”.

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Texto: Pés Cansados

por Elaine Reis (proprietária e professora de dança de salão da Academia Pé de Valsa)

Sou movida por música. Vejo-me encarnada e fico fixada por uma determinada melodia ou letra a tal ponto que meu filho fala: "Pelo amor de Deus, você só vai ouvir isto?"
Neste campo musical, sou completamente eclética e isto serve como fonte de inspiração para a minha escrita.
Quando escutei a música Pés Cansados da Sandy foi como um soco no estômago... Toda profissão tem seus desgastes físicos e emocionais; e ser professora de dança não foge desta citação. O excesso de movimentos repetidos, a falta de consciência da juventude em executar passos mirabolantes sem uma preparação adequada para shows, exagero em saltos finos e altos sequelou em desgaste ósseo nos meus dois pés.
Hoje meus pés estão cansados e preciso manter minha rotina calçando tênis e um planejamento estratégico. Por exemplo, se tenho um casamento ou algum evento que me proponho a dançar, tenho que deixar os meus amados pesinhos de molho.
É de grande importância que gerações de artistas novatos tenham uma maior consciência da estrutura corporal, pois precisamos de todas as partes de nosso corpo saudável para manter a nossa rotina de serviço.
Mas erros são erros, temos que aceitá-los e nos perdoar. Precisamos ter um olhar positivo e arrumar uma solução para o problema da vez... Isso é a vida!
Emocionalmente falando, a música citada acima me fez pensar como é importante a gente amar o que faz e tentar, por mais difícil que seja, descobrir o que nos realiza, pois só assim teremos realmente força para superar os problemas sem virar uma doença pior, como depressão ou distúrbios mentais.
Esta dor adquirida na caminhada da vida, muitas vezes me tirou do lugar que mais gosto: “o baile”, pois a necessidade de poupar meus membros inferiores é muito grande.
Na letra da música, quando se diz: “Os mesmos pés cansados voltam para você” me dá um aperto no coração, pois sei que de alguma forma sempre voltarei com dor ou sem dor para as pistas de dança, onde é o lugar que minha alma se alimenta e, ao sair dela, estou recarregada para continuar caminhando...

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Texto: Toque

por Elaine Reis (proprietário e professora de dança de salão da Academia Pé de Valsa)

A música "Ainda bem" de Mariza Monte foi minha inspiração para escrever estas linhas.

Como professora de dança de salão, sinto-me privilegiada, não canso de falar sobre isto.

Temos o privilégio de todos os dias termos um toque de alguém em nosso corpo; homem, mulher, criança, adolescente, idoso...

Toque de acalento, de conforto, de extravasar emoções contidas durante todo o dia; para quem ensina e para quem é ensinado: é uma via de mão dupla!

Toque que faz desaparecer por alguns minutos ou horas problemas até então inesquecíveis.

Toque que repulsa pensamentos e atos que escolhemos errado no nosso livre arbítrio.

Toque que traz as pessoas se unirem em respeito mútuo.

Toque que purifica e inspira a mente para o lúdico, abstrato e o subjetivo, sem pudor, sem pecado.

Toque sustentável, sem lixo, sem reciclagem, puramente toque.

Toque sentido por dentro expressado por fora, toque amigo, sedutor, selvagem, protetor.

Toque que supera todo o entendimento, transformado em movimento e o movimento em DANÇA.

Aliado, acoplado, associado à música, o toque se expande em uma velocidade frenética e a energia liberada se faz alegria, paz sentida na alma.

A capacidade e o direito de passar isto para alguém é uma benção divina.

Você que me faz feliz........Você que me faz dançar.............obrigada!


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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Texto: Ritmo baladão

por Elaine Reis (professora de dança e proprietária da Academia Pé de Valsa)

Rsrsrsrsrsrsrs! Só rindo mesmo!
Vamos pensar na etimologia da palavra "balada": 1. Antigo gênero de poesia popular, originário dos países do Norte europeu, e que narra uma lenda popular. 2. Mús. Peça instrumental cultivada pelos compositores românticos. (Dicionário Michaelis - UOL)
O Aurélio registra 4 vezes a palavra BALADA, uma delas provém de bala, de onde o verbo "balear", levar bala.
As outras baladas têm a ver com o verbo BAILAR. No provençal (dialeto francês) a palavra "ballada" é exatamente isso: dança. Daí passou para o francês e o inglês.
No Brasil relacionamos com badalada (movimento do badalo), mas não há relação etimológica. Badalo vem de um verbo latino que significa bater.
(Fontes: Aurélio e Enciclopédia Larousse)
Na minha percepção, balada é a discoteca de antigamente. Vamos para balada, forma de falar que se adaptou a cultura popular. Dentro da balada são dançados vários gêneros musicais, como se comparássemos com a gafieira. Dentro da gafieira dançamos bolero, forro, samba, salsa, tango, etc.
Dessa forma, dentro de uma balada podemos dançar funk, rock, axé, pagode, sertnanejo, etc.
Não podemos ficar cegos para algumas definições impostas pelo grande meio de comunicação.
Quem já ouviu ou já fez aula em algum lugar que ensina ritmo baladão!?
“Quem sabe vamos achar este ritmo na farmácia", como diz um apresentador de TV renomado.
Não assustem se a partir de agora algumas academias colocarem esta nova modalidade em suas escolas para aproveitar esta “modinha” da mídia desinformada.
Poupem-me deste desagrado, ou melhor, poupem a sociedade desta mentira. Baladão não é um ritmo de dança.
Cabe a nós informar a verdadeira realidade em nosso meio e não ficarmos alienados diante de informações vinculadas pela mídia. Vamos favorecer quem sempre nos favorece: A DANÇA!
Como diz Nelson Rodrigues: "A unanimidade é burra".


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Comentário sobre o texto: Leitura para pensamento

Clique aqui para ler o texto original

por Elaine Reis

Caro Anderson, como você sempre deu opinião sobre os meus textos, sinto a vontade de dar o meu parecer sobre a sua reflexão.
Cada pessoa sabe o quanto pode pagar por cada serviço prestado, todos têm livre arbítrio, ninguém é obrigado a nada, não é mesmo?
Como dona de empresa, posso dizer que existem valores não implícitos que fazem toda a diferença. É comparar o incomparável!
Um baile executado por uma academia e ou “empresa” séria não tem apenas a visão lúdica de treino de seus alunos, mas também uma possibilidade de entrada de receita para custear as grandes despesas mensais.
A mesma realidade acontece na venda de bebidas e comestíveis. Aqui ainda faço um parêntese, acho que o preço é mais alto destes produtos para compensar os custos de uma cozinha montada, ou manter um copeiro dentro da cozinha já que estamos "carecas" de saber que a venda é praticamente nula em ambientes dançantes.
Engraçado que não vejo esta abstinência de consumo de comida e bebida de pessoas dançantes em casamentos e festas. Ahhhh esqueci, nestes eventos é tudo de graça...!
Talvez eu saiba por que algumas “academias” conseguem cobrar tão barato:
- Algumas nem academias são. Elas se denominam 'associações sem fins lucrativos', para omissão de impostos.
- Algumas “academias” não possuem registro de seus funcionários, não tendo nenhuma despesa trabalhista. Aqui falo de instrutores, secretários, gerentes e até faxineiros.
- Algumas “academias” não pagam ECAD.
- Algumas “academias” não sabem o que é pagar um programa de medicina de trabalho.
- Algumas “academias” não tiram nota fiscal de seus alunos.
- A localização da "academia” influi no valor de IPTU, taxa de publicidade, incêndio, licenciamento, etc.
Poderia continuar a dar mais exemplos, mas este assunto me embrulha o estômago!
Há uma questão sobre a qual eu concordo plenamente com você. Porque os preços são tão diferentes e coloco outra questão; porque algumas “academias” totalmente irregulares equiparam valores com verdadeiras empresas.
Sempre tive a preocupação de bailes especiais e temáticos ter um custo extra com decoração, drinques, música ao vivo e concordo que muitos só cobram e não trazem diferenciais.
Enfim, a liberdade de ir e vir é para todos, mas uma coisa é certa e repito:
- Não dá para comparar o incomparável!
Ah, já ia me esquecendo, não podemos esquecer que apresentação de bolsistas é um grande aprendizado para os mesmos e sem remuneração para os instrutores que passam horas e horas trabalhando. Dizer que eles vendem mesa é uma grande inverdade, até mesmos os alunos atualmente não compram mais lugares extras para convidados. Já se foi o tempo em que isso acontecia... Ai que saudade!
Vale a pena lembrar que um baile de aniversário demora em média de três a quatro meses de preparação e o custo da mesa é mais alto para pagar as horas de trabalho deste período, o que acho muito justo por sinal. Pelo menos na minha empresa é assim. Não esqueçamos que o lazer de muitos é trabalho de alguns e isto não pode ser desvalorizado.
Parabéns pela sua opinião, o debate sempre é importante! Independente de quem esteja certo ou errado, uma reflexão é sempre valida. Aliás, será que nessa vida há apenas uma verdade?
Aproveito este texto para incentivar as pessoas a terem coragem de trabalhar dignamente (e conforme a lei) com a arte e cultura neste país. Em qualquer área de atuação, existem dificuldades, mas, no caso da minha área - dança de salão - o prazer de ver uma pessoa que não sabia nada e a ver dançando após algum tempo de aula... isto não é mensurável, faz bem para alma! E isto é amor!


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Cometários sobre o texto: Leitura para pensamento

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Comentário de Wilson Rodrigues

Quero parabenizá-lo por levantar esta questão, completando que a meu ver foi muito feliz na iniciativa. Realmente perdemos grandes oportunidades de um maior convívio com o mundo da dança devido aos valores exuberantes praticados por proprietários ou não, mas que na maioria das vezes perdem também a presença de um público maior e a chance de enriquecerem mais o evento. Continuem divulgando sobre o assunto, e quem sabe conquistamos a conscientização dos demais. Grande abraço.


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terça-feira, 22 de maio de 2012

Texto: Celebração a dois

por Elaine Reis (professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa)


Dizem que está na moda o casal preparar uma dança especial no dia encantado: o dia do casamento. Acreditem se quiserem, mas faço este trabalho há mais de vinte anos.

Tudo bem que posso concordar que hoje os vídeos das apresentações estão no youtube e isto com certeza favorece o conhecimento por parte de toda “massa” - além de programas de TV americanos focando nesta ideia - mas, vamos e venhamos, isto é mais velho que a morte, rsrs!

A abertura da pista de dança com os noivos é uma grande tradição e os casais continuam perpetuando este lindo momento e surpreendendo seus convidados.

Alguns nubentes optam pelo tradicional, dançando a eterna valsa. Outros querem exatamente o contrário, fazer diferente inovando com ritmos como tango, forró, salsa, merengue, rock. Aqui não importa idade e tipo físico, apenas viver um sonho e um conto de fadas! Na verdade, esta preparação não possui regra.

Começando pela música, alguns pares escolhem uma canção que faça parte de sua história de amor e outros aceitam sugestões dos profissionais que o contratam.

Por sinal, escolher um bom profissional faz toda diferença. É imprescindível que o professor escolhido saiba captar e adaptar o sonho do casal com a real capacidade dos mesmos em desempenhar os passos e movimentos.

Nestas horas, 'menos é mais': se o prazo de ensaio for pequeno, é preferível uma dança simples e limpa que uma dança complicada e mal executada.

Uma coreografia mais elaborada leva de 3 a 6 meses no mínimo e, mesmo assim, depende de muito do esforço, treino, dedicação e paciência, pois envolve um casal e cada pessoa tem suas limitações. Este momento é um ótimo teste para um já começar a se adaptar ao outro e a entender as limitações do outro.

Com 20 anos de casada, tenho bagagem para falar que consigo perceber a paciência que um par tem com o outro e, no fundo, tenho a intuição se aquela união dará certo ou não... Mas isto não é da minha conta, não é mesmo?

Este profissional escolhido terá a capacidade de harmonizar os treinos, pois pode ser às vezes desgastante ensaiar os mesmos movimentos repetidas vezes. Apesar do desgaste, este ensaio é fundamental, pois traz segurança ao casal no dia do grande evento.

É fundamental uma boa alimentação antes das maratonas de treinos, sorriso e alegria.

Pode acontecer que um dos pares não tenha a mesma vontade que o outro para fazer esta apresentação. Isto tem que ser bastante negociado entre os mesmos, pois o tiro pode sair pela culatra. Ceder é necessário em qualquer relacionamento, mas se um se sentir muito desconfortável é melhor não dançar.

A dança pode ser original e criativa ou ser uma releitura ou uma nova versão de algum filme famoso como “Dirty Dancing” ou “Perfume de Mulher”.

A coreografia também pode envolver os convidados como padrinhos e madrinhas, por exemplo.

Dicas práticas:
- É necessário saber a roupa da noiva, assim como arranjo da cabeça e o penteado, para não atrapalhar os movimentos e passos escolhidos. Vestido tomara que caia tem que ser muito bem feito, caso contrário pode ocorrer uma vídeo cacetada. Normalmente este diálogo é secreto entre o (a) profissional e a noiva.

- Chão muito encerado e sapato novo não combinam. É preciso raspar a sola dos calçados. Se possível, treinar com os sapatos que serão usados no dia do casamento pra acostumar com os mesmos.

- Treinar a coreografia no local da festa alguns dias antes pra que o casal se oriente em relação ao espaço.

- O cerimonial tem que ficar atento às crianças para não invadirem o espaço reservado para a dança.

- Preparar uma boa música de entrada até a pista para já causar impacto aos convidados.

Enfim, o dia do casamento é um dia mágico e os detalhes fazem toda diferença.


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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Texto: Necessidade de conscientização

por Elaine Reis (professora de dança de salão e proprietária da Academia Pé de Valsa)

A dança de salão, dentre todas as danças, é uma das artes com um maior número de participantes e uma das mais antigas no Brasil. Mas, como aumentar a visibilidade da dança de salão se os profissionais - que são os principais interessados - se recusam a se organizarem?

No Rio de Janeiro, foi declarado com muitos sabem sobre a dança de salão como patrimônio imaterial do estado. Isto vem facilitando atender os pré-requisitos para a candidatura de patrocínio cultural, abrindo um leque de oportunidades para apresentação dos projetos de dança a dois.

Tenho conhecimento, através dos meus contatos pessoais, que esta conquista no RJ foi conseguida através de um grande esforço de um “PEQUENO” grupo que sabe da importância das articulações políticas para que a dança de salão atinja o mesmo status e benefícios de outros segmentos culturais.

Precisamos conseguir uma audição pública para discutirmos vários assuntos de grande significância para a nossa modalidade de arte.

A verdade é que nós, em nossos mundinhos, só reclamamos e não fazemos nada. Somos inoperantes. Reclamamos da falta de apoio governamental para a cultura e não temos consciência que a maioria das academias de dança de salão não está preparada nem estruturada e está longe de atender às exigências dos patrocinadores como: certidão negativa, estatutos, CNPJ, etc.

Descobri que muitos patrocinadores só destinam suas verbas para entidades sem fins lucrativos. Isto deve explicar porque muitas empresas de dança de salão se julgam associações sem fins lucrativos. "Caô" geral!

Vocês sabem que desde 2004 foram criadas câmaras setoriais de dança; 2005 foi a primeira reunião com representantes regionais a nível nacional; 2006 retornaram as atividades e em 2008 estas reuniões se tornaram Colegiados Setoriais - que são uma instância do Conselho Nacional de Política Cultural e atua de forma direta na produção de novas políticas públicas-; 2010 elegeu-se a nova composição do Colegiado? Você sabia disso?

Conforme as palavras de Antônio Aragão (2010): “É hora de os profissionais da dança pensarem com seriedade no fortalecimento dessas reuniões, entrando em contato com seus presidentes e procurando uma ligação mais direta com esses órgãos, que poderão ser uma via de acesso à tão necessária e reclamada verba pública colocada ao alcance de quem souber se articular para canditatar-se a ela."

Enfim, onde está o pequeno grupo mineiro?

Tenho pouca habilidade de trabalhar com facebook, mas o meu marido me colocou a par de alguns assuntos. Por exemplo, Renato (Academia Ensaio) está tentando marcar uma reunião entre os proprietários de academias. Estou dentro!


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terça-feira, 20 de março de 2012

Dançando em ronda!?

por Wilson Milagres (publicador do site BH Dança de Salão.com.br e blog bhdancadesalao.blogspot.com)

O que é ronda? Porque preciso saber disso para dançar?
Pois é, muitos dançarinos iniciantes e também experientes ainda não sabem o que é ronda e pra que serve. Pois bem, a partir de hoje não terão mais essa desculpa.
Ronda é a forma de se dançar fazendo o salão “girar”. É claro que o salão em si não gira, mas sim os dançarinos, em torno do salão. Para facilitar, vamos a uma analogia com o trânsito de veículos: suponha que o veículo estivesse num rotatória. O veículo seguirá sempre pelo sentido da esquerda, sentido anti-horário. Pois é assim que os dançarinos devem se deslocar, dançando em sentido anti-horário, principalmente nos ritmos fortemente de deslocamento, tais como bolero,  tango e samba. Não que os outros ritmos não possam ser dançados em ronda; deveriam sim ser dançados em ronda, mas não há obrigatoriedade, como os três ritmos citados anteriormente.
Mas dançar em ronda, não é só deslocar em sentido anti-horário, tem algumas, digamos, regras de comportamento, que devem ser observadas: a ronda geralmente é dividida em três faixas (como se a rotatória fosse dividida em três faixas para veículos): a mais externa é usada por dançarinos experientes, que se deslocam o tempo todo; a segunda faixa, imediatamente mais interna a primeira faixa, é para os dançarinos intermediários ou que se deslocam moderadamente; já a faixa mais interna é usada para dançarinos iniciantes, que pouco se deslocam. Também devem usar essa última faixa os dançarinos que utilizam figuras que são estáticas, ou sejam, paradas. Não é que um dançarino iniciante não possa utilizar a faixa mais externa e vice-versa, porém usando-a, deve seguir o comportamento da mesma.
Além disso, não basta dançar a ronda somente deslocando. É preciso observar mais alguns comportamentos, tais como, quem está a seu lado, à sua frente e atrás. Evite trombar com quem está a seu lado, de ser atropelado ou de atropelar quem está a sua frente. Cuidado nas ultrapassagens, evitando incomodar que está a sua frente.
Outras observações são no sentido de evitar os passos aéreos – aqueles que a dama é impulsionada para cima ou lado, tirando-a do chão – e passos expandidos – aqueles que a dama ou cavalheiro faz estendendo uma das pernas e criando a possibilidade de dar uma “rasteira” no casal ao lado.
Dançar em ronda é antes de tudo, uma forma educada de se dançar, respeitando os que estão ao lado e seu companheiro/a, não atrapalhando ninguém de dançar e mantendo o baile tranquilo.

[]s
Wilson Milagres
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Texto: Benefícios da dança

por José Modesto Filho (aluno do projeto cabeça de Prata da Academia Pé de valsa)

A dança, principalmente a dança de salão, é um elemento de aproximação das pessoas e até mesmo de promoção da saúde e bem estar.
Os seus participantes, além de se divertirem, participando de eventos festivos com muita alegria, fazem exercícios físicos, de transcendental importância para a saúde do corpo e da mente.
Em se tratando da terceira idade, funciona como elixir da juventude. Exageros à parte, a dança aumenta a auto-estima. Motiva todos a deixarem a vida sedentária e acomodada para trás, atitudes peculiares a esta idade, e a sair em busca de diversão saudável, cultivar e fazer novas amizades e... porque não arranjar novos amores?
A dança de salão enseja mais de um objetivo:

1- Para os cônjuges, que habitualmente são pares constantes, melhora o relacionamento em todos os sentidos. A coordenação dos passos em sintonia com o ritmo musical, incrementando o comprometimento com a harmonia física e emocional do casal, alimenta a chama do amor, imprescindível para a felicidade duradoura e alegria da vida a dois.

2- Aos que frequentam o mesmo ambiente social, a dança proporciona oportunidade para incrementar, de maneira festiva, os laços de amizade.

3- Para os livres e desempedidos, é um meio muito eficiente para “quebrar o gelo”, e estabelecer um contato inicial, travar conhecimento, fazer amizades, iniciar um relacionamento amoroso, que muitas vezes dá certo e se transforma em uma união duradoura ou definitiva.

4- Já para os liberais e mais ousados, é uma arma infalível para a paquera.

Em suma, a dança de salão é um agente de sedução saudável, de estreitamento e conquista de novas amizades, de conquista amorosa séria e responsável, e de paquera dependendo do propósito de cada praticante.
A dança é mais bonita e atraente, quando praticada com técnica e arte. Por isto é necessário um aprendizado que exige muito esforço, dedicação, disciplina e paciência, tanto por parte dos professores, como dos alunos.
As dificuldades surgidas não podem ser empecilhos ou motivo de desânimo. Devem ser encaradas com maturidade e superadas com entusiasmo, como uma atividade prazerosa.


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